terça, 17 de julho de 2018

2010

Corumbá rompe a barreira dos 100 mil habitantes, diz IBGE

17 OUT 2010Por 06h:00

Sílvio Andrade, Corumbá

Depois da contestação dos últimos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), os quais indicavam que o município seguia a baixa média histórica de crescimento populacional em 40 anos, Corumbá finalmente rompeu a barreira dos três dígitos. Levantamento prévio do censo 2010 – 89% dos domicílios estimados em 2009 -, divulgado neste sábado, revela que a cidade atingiu 100.258 habitantes.
Dados preliminares do IBGE em 2006, prevendo uma população de 101 mil moradores, desencadearam uma sequência de recursos administrativos da prefeitura pedindo a recontagem populacional. O censo de 2007 (96.343 habitantes) frustrou o município, que esperava a confirmação dos três dígitos para incidir no aumento de repasses federais, entre os quais o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Com o censo 2010, no entanto, a cidade faz suas pazes com os recenseadores do IBGE, os quais foram acusados de negligência em 2007 por deixarem de cadastrar 8.124 moradores, segundo alegação da prefeitura. O Instituto constatou um grande número de imóveis fechados na época, fato que se repete este ano. O órgão está pedindo para os moradores procurarem o seu posto de coleta.

Em declínio
A taxa de crescimento de Corumbá foi inferior a média nacional desde os anos 70, com decréscimo na década de 1980 por conta do êxodo gerado pelo retrocesso econômico e isolamento geográfico e político. Os índices variaram de 0,76 a 1,81%, de 1970 a 2000. Em 1910, no auge de seu comércio fluvial com os países platinos, tinha a maior população de Mato Grosso: 14.542 habitantes.
Nos últimos nove anos, o aumento populacional saltou em 3,93%, um indicador de melhor qualidade de vida e sinais de recuperação da terceira maior economia do Estado. O PIB (Produto Interno Bruto), que em 2000 era de R$ 487,9 milhões, chegou a R$ 2,05 bilhões em 2007. Mas a cidade convive com bolsões de miséria, que atingem 30% de sua população, segundo estudos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Leia Também