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MINISTÉRIO PÚBLICO

Corrupção no poder público na mira de grupo de investigação

3 SET 10 - 20h:11
DANIELLA ARRUDA

Definindo novas frentes de atuação, o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) encerra hoje, em Campo Grande, a sua 23ª reunião. Realizado periodicamente em algumas capitais, o evento define as estratégias de trabalho a serem adotadas pelos Gaecos (grupos de apoio e repressão ao crime organizado) em nível nacional e local para os próximos seis meses.
Durante os dois dias de encontro, cerca de 130 representantes dos 30 Ministérios Públicos de todo o País reuniram-se na Capital sul-mato-grossense, participando de quatro grupos de trabalho.
Entre as novas frentes de atuação estabelecidas na reunião de Campo Grande estão o combate aos crimes cibernéticos (praticados via internet) e os crimes contra o patrimônio público – esta última modalidade criminosa coincidentemente motivo de operação da Polícia Federal deflagrada anteontem no município de Dourados, assunto que mereceu destaque no discurso de abertura do evento, na quarta-feira, proferido pelo presidente do GNCOC e procurador-geral de Justiça de Santa Catarina, Gercino Gerson Gomes Neto.
“Momento peculiar este, especialmente aqui para o Mato Grosso do Sul, quando assistimos pela televisão e pelos jornais o desmonte de uma quadrilha inserida na administração pública municipal, demonstrando o acerto quando o Conselho Nacional de Procuradores Gerais resolveu incorporar ao GNCOC o grupo do patrimônio público. Momento infelizmente oportuno, mas emblemático, exemplificativo, de quão grave está o crime organizado, a força do crime organizado. Se enraizou nos vários segmentos econômicos e também na administração pública, e por isso nós que integramos o Grupo de Combate às Organizações Criminosas precisamos estar preparados cada vez mais”, destacou.
Instituído em 2002 como um braço organizado do Conselho Nacional de Procuradores Gerais com o objetivo de organizar operações integradas de combate às organizações criminosas – o marco da criação foi o homicídio do promotor Francisco José Lins do Rêgo Santos, em janeiro do mesmo ano, quando investigava a máfia de combustíveis de Belo Horizonte (MG), o GNCOC é composto atualmente de cinco grupos. O primeiro deles combate os delitos e infrações relativas à produção, distribuição e comercialização de combustíveis e demais infrações contra a ordem econômica; o segundo, a lavagem de dinheiro e os crimes contra a ordem tributária relativos às organizações criminosas; o terceiro combate a criminalidade organizada no sistema prisional e secundariamente o tráfico de drogas; o quarto, combate os crimes cibernéticos, e a partir deste ano, integrado como grupo oficial, o grupo de segurança institucional.
“Tratando ainda da nova dinâmica do GNCOC, recentemente, nos dois últimos anos, passamos a integrar a estratégia nacional de combate a cartéis, juntamente com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e a Associação dos Promotores de Justiça Criminal. As novas conformações do GNCOC por certo não possuem o condão de alterar a sua essência, ao contrário, fortalece. Pois se o crime organizado é dinâmico, dinâmica tem que ser a nossa agremiação, dinâmicos têm que ser os nossos atos e atitudes”, destacou o procurador Gercino Gerson Gomes Neto. A próxima reunião do GNCOC acontece no ano que vem, em São Paulo.
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