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CAMPANHA TUCANA

Coordenador usa vídeo de Lula para defender Aécio

15 MAR 14 - 00h:00FOLHAPRESS

Escolhido para coordenar a campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República na internet, Xico Graziano usou um vídeo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para defender a iniciativa do senador de recorrer à Justiça para retirar de sites de busca e perfis de redes sociais notícias que o mineiro considera caluniosas. Como informou a Folha de S.Paulo, Aécio é autor de duas ações na Justiça de São Paulo em que pede a remoção de links que relacionam seu nome ao "uso de entorpecentes" e desvio de dinheiro durante sua gestão como governador de Minas Gerais. "Lula, por suas vias, defende Aécio contra calúnias na internet. Aqui o vídeo que a guerrilha petista não viu", escreveu Graziano em sua conta em uma rede social. Junto ao texto, ele publicou um vídeo divulgado pelo Instituto Lula em janeiro deste ano. No filme, o ex-presidente prega o uso da internet "sem jogo rasteiro". 

"Quanto mais a gente trabalhar no sentido de falar coisas positivas, mesmo quando você critica, criticar com fundamento e não ficar fazendo o jogo rasteiro da calúnia, do baixo nível", diz o ex-presidente. "Quando você calunia você não politiza, você não ensina, não produz um fruto. A internet é uma árvore que pode produzir frutos novos todo santo dia se a gente tiver, ao sentar na frente do computador, interesse que alguém aprenda alguma coisa nova nesse país ou nesse mundo", conclui Lula.  

O PSDB atribui ao PT a construção de uma "máquina de espalhar mentiras e destruir reputações na internet". "Isso precisa ser denunciado", diz o partido em nota. A Justiça negou pedido de Aécio para que os sites de busca Google, Yahoo e Bing, da Microsoft excluam links de notícias que o acusam de responder por "desvio de verbas" na saúde em Minas. Os advogados do tucano queriam ainda a remoção de 19 termos que aparecem nas sugestões de pesquisa geradas automaticamente por esses sites. O PSDB argumenta que uma "quadrilha virtual" age para caluniar o senador.

No primeiro caso, o partido afirma que há a distorção propositada de informações sobre uma Ação Civil Pública proposta pela Promotoria de Minas. A apuração se refere à alocação de recursos gastos com saneamento básico na rubrica da saúde. Os tucanos argumentam que não há, em nenhuma parte deste processo as expressões "desvio de verba" ou "desvio de recursos públicos", conforme documento emitido pelo Tribunal de Justiça de Minas e que, ao publicar informações atribuindo a Aécio responsabilidade por "desvio de dinheiro" opositores distorcem o fato para caluniá-lo.

São mais de 23 mil links disponíveis no Google com esses termos. No caso da ação contra notícias de desvio de verbas, o tucano não conseguiu derrubar os links na primeira instância e entrou com um recurso, com pedido de liminar. A desembargadora que analisou o caso também decidiu contra. O partido ainda aguarda a análise do mérito do processo. Já a ação em que o senador tucano pede providências contra "comunidades e perfis" em redes sociais que "atribuem ao político a condição de usuário de entorpecentes" corre em segredo de Justiça. Ela foi iniciada no fim do ano passado.

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