Cidades

SAÚDE

Contra óculos pirata e comércio desleal óticas cobram Vigilância Sanitária

Lojistas prometem recorrer à Justiça para interditar locais irregulares

Gabriela Couto

26/09/2018 - 11h46
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Os proprietários de óticas querem pôr fim a comercialização de óculos de sol e de grau fora de estabelecimentos regularizados como Camelódromo, Feira Central e lojas de bijouteria ou produtos em geral que tomam conta do centro de Campo Grande.

Desde janeiro deste ano cerca de 350 comerciantes do setor estão se reunindo com a Vigilância Sanitária pedindo a fiscalização do local. Na oportunidade foi dado um prazo de quatro meses para os vendedores do produto se adequarem e cumprirem as regras de funcionamento. No entanto o tempo limite já extrapolou e nada foi feito.

Para o representante Jurídico do Conselho Brasileiro de Ópticas e Optometria, Fábio Cunha, agora a exigência é que a lei se estabeleça e acabe com a concorrência desleal. “Pedimos que façam a interdição ou a regularização destes locais em no máximo 72 horas”.

O objetivo é promover uma reunião o mais rápido possível com a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS), representantes do Camelódromo, Feira Central, Defensoria Pública e Ministério Público Estadual (MPMS).

O grupo foi ontem na Câmara Municipal pedir apoio dos vereadores. O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal, vereador Papy (SD), ressaltou que a discussão será maior. “Isso é um caso de saúde pública. Vamos ampliar a discussão deste caso e cobrar da Vigilância Sanitária a fiscalização contra a pirataria. Lá no Camelódromo existe mais coisa”.

A reportagem do Correio do Estado esteve hoje pela manhã no Camelódromo e encontrou várias bancas comercializando livremente óculos. Os valores são o maior atrativo para quem procura o produto. Uma armação para óculos de grau sai pelo menos a R$ 80 e um óculos de sol a R$ 35. Os valores ainda podem ser negociados.

Segundo a aposentada Eliane Almeida, 55 anos, ela procura o produto pois acredita economizar cerca de R$ 200. “As óticas ganham e ‘reganham’ em cima da gente. A vida toda eu comprei óculos assim para mim, para minha mãe e o resto da família. Compro a armação aqui e faço a lente na ótica. Sai baratinho. E se proibirem de vender aqui vou no Paraguai comprar”, garante.

Já a estudante Pâmela Pacheco, 19 anos, disse que adquire os óculos de sol no local porque não tem condições de comprar em uma ótica profissional. “Não faço nem ideia de quanto custa um óculos original. Acho que devo ter que vender um rim para ter um produto de qualidade. Compro e sempre comprarei aqui porque é onde eu posso pagar”.

 

Tratamento

Defesa pede assistência médica e revogação de prisão preventiva de Bernal

Ex-prefeito de Campo Grande está preso há 9 dias no Presídio Estadual Militar

01/04/2026 15h45

Foto: Montagem / Correio do Estado

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Preso desde o último dia 24 por assassinar o fiscal tributário da Secretaria Estadual de Fazenda, Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, o ex-prefeito de Campo Grande solicitou, por meio de sua defesa, acompanhamento médico, uma vez que é "cardiopata, diabético, hipertenso e alguém que faz uso de medicação controlada". 

As alegações da defesa tem como base o relatório psicossocial realizado pelo ex-lider do Executivo logo após audiência de custódia, feita no dia posterior ao crime. Ao Correio do Estado, um dos advogados de Bernal, Oswaldo Meza disse que além do acompanhamento médico, haverá pedido de revogação da prisão preventiva, que detém Bernal no presídio estadual militar. 

"Ele é cardiopata, tem quatro stents no coração, está com tremor nas pernas, por isso estamos solicitando acompanhamento médico. Além disso vamos entrar com revogação da prisão preventiva", disse Meza. 

Investigações

Em conversa com o Correio do Estado, o delegado Danilo Mansur disse que o depoimento do funcionário da empresa de monitoramento revela que Bernal efetuou o segundo disparo, que teria atravessado a região da costela da vítima, de 5 a 7 segundos depois do primeiro, que atingiu o quadril.

O delegado também disse que, até o momento, a investigação não acredita que Bernal tenha premeditado o crime ou que o ex-prefeito teria agido sob violenta emoção, estado de intensa perturbação afetiva e impulsividade que, caso tenha ocorrido logo após injusta provocação da vítima, pode reduzir a pena do agente, neste caso, Bernal.

Na tarde desta sexta-feira (27), Mansur aproveitou para ouvir novamente o chaveiro. Segundo o delegado, Maurílio confirmou que o primeiro disparo foi flagrado pelas câmeras e manteve a versão inicial de que não viu ou ouviu o segundo tiro. 

Diante disso, caso se confirme que o segundo tiro foi dado entre a saída do chaveiro e o reaparecimento de Bernal nas imagens, há um vácuo de 13 segundos em que o “tiro de misericórdia” pode ter sido efetuado, o que dificultaria ainda mais o argumento da defesa do ex-prefeito de que ele agiu em legítima defesa.

Contudo, o delegado diz que a história contada por Maurílio não pode ser levada tão “ao pé da letra”, já que o chaveiro estava tomado por medo e desespero no momento do assassinato e que só pensava em fugir do local. 

Mesmo sem outro ângulo para confirmar em vídeo o segundo ato do crime, Mansur disse que os próximos passos da investigação devem provar o momento exato do disparo.

Vale destacar que, até o momento, a defesa de Bernal ainda não apresentou à polícia o suposto registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e muito menos o documento da arma calibre 38 que foi usada no assassinato.

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Aposta

Com bênção de Riedel e Tereza, primeira-dama mais rica do MS mira cadeira na Assembleia Legislativa

Michelle Schlatter, esposa do prefeito de Chapadão do Sul é a aposta da base governista

01/04/2026 15h30

Foto: Divulgação

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A primeira-dama de Chapadão do Sul, Michelle Schlatter, assinou sua ficha de filiação ao Partido Progressistas (PP) na noite de terça-feira (31) mirando a candidatura a deputada estadual.

Ela é casada com Walter Schlatter, prefeito mais rico de MS e o quinto mais rico do Brasil, com patrimônio declarado de R$ 125 milhões. 

O convite partiu diretamente dos maiores caciques da sigla e do Estado: o governador Eduardo Riedel e a senadora Tereza Cristina. A chapa do PP já é considerada a “chapa da morte” dentre os partidos, a mais difícil para se eleger tamanha cabeças coroadas.

O objetivo do PP é garantir um palanque forte e um nome competitivo para representar Chapadão do Sul e a região do Bolsão sul-mato-grossense. Não deve ser difícil, já que a região é dominada pelos fazendeiros de soja e algodão, palco natural dos agro-empresários Tereza e Riedel.

Michelle disse que irá converter sua atuação em ações sociais e voluntariado em capital eleitoral. 

Chapadão do Sul tem 22 mil votantes, segundo dados do TRE-MS.

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