Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

COMIDA

Consumo exagerado ameaça futuro

21 JAN 2011Por G107h:59

A Organização Mundial de Meteorologia fez os cálculos e concluiu que o clima na Terra está mais quente e a previsão é de mais desastres. Tanta fartura, parece que nunca vai faltar comida. Nos últimos 50 anos, consumidores de países ricos se acostumaram com comida abundante e barata: 90% das frutas e 40% dos vegetais que os ingleses comem são importados.

"Se você vai ao supermercado , é difícil dizer o que é de qual estação", diz o ambientalista Lester Brown.

Mas especialistas alertam que o modo de consumo atual será insustentável no futuro: "Nós desequilibramos o meio ambiente com agropecuária intensiva e mecanizada. O solo está pobre, gastamos reservas de água", diz o especialista Surinder Singh.

Em Nova York, a prefeitura montou um plano para estimular a produção local. Não há muitas áreas disponíveis, mas a idéia é usar os espaços urbanos, até mesmo terraços de prédios altos, para aumentar a produção de alimentos e usar a comida que vai para o lixo como adubo.

Em West Yorkshire, na Inglaterra, há dois anos algumas mulheres plantam frutas e vegetais em toda a cidade: ervas na estação de trem, maças e pêras no jardim da escola.

Em Cuba, o fim da ajuda da antiga União Soviética levou o governo a uma solução radical: para economizar o petróleo usado em fertilizantes, pesticidas e combustível de caminhões foram criadas fazendas urbanas. O país consegue produzir 90% do que consome de grãos e vegetais, mas a dieta dos cubanos ficou pobre em carne, leite e derivados.

Nos Estados Unidos, a aposta é no cultivo de plantas geneticamente modificadas. Mas as preocupações sobre a segurança dessas plantações provocam críticas.

Consumidores dos países desenvolvidos jogam fora um terço da comida que compram. Nos Estados Unidos, o custo para se livrar do lixo chega a US$ 1 bilhão por ano. A técnica de compostagem, de aproveitamento do lixo orgânico como adubo, ainda não é comum no país.

Não existe solução pronta, mas especialistas sugerem que o caminho menos doloroso para enfrentar uma crise de alimentos seja usar os recursos de forma inteligente, consumir sem exageros e reduzir o desperdício.

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