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segunda, 18 de fevereiro de 2019 - 09h25min

Consumidor vai pagar mais caro por eletrodoméstico

1 JUN 10 - 06h:46
Carlos Henrique Braga

A frente de preços altos, que já fechou o tempo para a indústria de eletrodomésticos em São Paulo, ainda não chegou a Campo Grande. A previsão do setor é que o aumento de 49% no valor do minério de ferro, aliado ao fim da isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), salgue ainda mais os preços ao consumidor.

A dona de casa Rosana Fuzeta parou ontem em loja do centro da Capital para namorar um tanquinho de R$ 300 – é o máximo a que está disposta a pagar. Como ela não teve a sorte de ver sua máquina quebrar enquanto a redução de IPI vigorava, o jeito será desembolsar mais pelo produto. “É uma questão de necessidade, é agora que eu preciso”, explica.

É melhor ela apressar a compra. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, máquinas de lavar e geladeira estão 6,18% e 3,98% mais caras, respectivamente, em algumas capitais pesquisadas. A expansão nos preços derrubou a venda de itens da linha branca em 20% no Brasil.
O desaquecimento do comércio freou a produção nas fábricas. A Mabe, dona das marcas GE e Dako, concedeu férias coletivas a 1,3 mil funcionários da unidade de Hortolândia (SP), de acordo com o jornal O Estado de São Paulo.

Por aqui, lojistas afirmam que seus estoques ainda apresentam preços com imposto reduzido, mas o reajuste não demora. Além da volta do IPI, o minério de ferro, insumo para produção de aço, também vai impactar os preços de produtos da linha branca, carros e materiais para construção, dependentes da indústria siderúrgica.

É assim que o mercado siderúrgico, à primeira vista distante do cotidiano da funcionária pública Cleuza Soares, pode dificultar a troca do tanquinho pela máquina de lavar de marca líder do mercado. “Essa é das boas”, admirava Cleuza em frente ao eletrodoméstico com funções moderníssimas. Como a dona de casa Rosana, ela também é movida pela necessidade, não pelo vaivém das commodities (produtos não-industrializados vendidos na bolsa de valores) que aceleram os preços no comércio.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o acréscimo no minério de ferro nas siderúrgicas foi de 4,22% entre janeiro e maio. Em breve, quando resolverem levar as máquinas para casa, Rosana e Cleuza vão perceber que não estão livres da gangorra econômica.
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