Segunda, 18 de Dezembro de 2017

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Consumidor paga até 38,25% mais caro pela carne em Campo Grande

28 JAN 2014Por da redação00h:00

Com peso considerável nas despesas mensais das famílias, a carne bovina encareceu até 38,25% em Campo Grande desde o segundo semestre de 2013, segundo o jornal Correio do Estado desta terça-feira (28).

Segundo o Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes), da Universidade Anhanguera-Uniderp – dos 14 cortes verificados, 13 ficaram mais caros. Para o coordenador do Nepes, Celso Correia, a inflação da carne resulta da combinação destes fatores: desproporção entre oferta e procura, valorização do dólar, avanço das exportações e pastos prejudicados pela seca e geada.

Em julho de 2013, o consumidor conseguia, com R$ 15, comprar um quilo de coxão mole (considerando o valor médio de R$ 13,67) e recebia R$ 1,33 de troco. Neste mês (preço médio de R$ 18,90), precisaria acrescentar R$ 3,9 aos R$ 15 para comprar a mesma quantia do alimento. O montante pago por três quilos de coxão de mole hoje (R$ 56,7) daria para comprar, há seis meses, quatro quilos e ainda sobraria R$ 2,02.

Outros cortes de carne também tiveram aumentos acentuados. A maioria (dez dos 14 pesquisados) ficou acima de 15% mais cara. Além do coxão mole (com alta de 38,25%), estão nessa relação: alcatra (36,05%), costela ripa (29,31%), lagarto (29,11%), contra filé (26,47%), picanha (24,83%), patinho (23,44%), acém (19,42%), filé-mignon (17,04%) e ponta de peito (16,34%). Também encareceram o músculo (12,69%), cupim (11,71%) e a paleta (11,67%). Apenas o fígado (-1,14%) apresentou deflação. A matéria é assinada por Osvaldo Júnior. 

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