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MERCADO

Construção civil tem queda da atividade no primeiro trimestre

3 MAI 2011Por AGÊNCIA BRASIL17h:29

Depois de um ano de forte crescimento, o setor da construção civil registrou, no primeiro trimestre de 2011, queda da atividade, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na avaliação dos empresários sondados pela CNI, a atividade da indústria da construção civil ficou estável em março, com 49,9 pontos, praticamente a mesma pontuação apurada em fevereiro (49) e um pouco acima da de janeiro (47,2). Mesmo assim, a pontuação ainda caracteriza redução da atividade setorial.

A sondagem da CNI mede a atividade do setor em uma escala que vai de 0 a 100 pontos. Quando o indicador supera os 50 pontos, significa que o resultado é melhor que o do mês anterior. Quando fica abaixo de 50 pontos, é sinal de que o desempenho piorou.

Ao longo de 2010, a pontuação do setor de construção aumentou em todos os meses do ano. Em janeiro, quando teve o pior desempenho, registrou 50,5 pontos. Em relação a janeiro deste ano, uma diferença de 3,3 pontos.

“No fim de 2010, o setor começou a sentir uma redução na atividade”, explicou o gerente executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca. “O início dos governos paralisou as obras de infraestrutura e a redução do ritmo de crescimento e a falta de mão de obra qualificada acabaram reduzindo a atividade do setor de construção de edifícios.”

Esses fatores afetaram também a situação financeira da construtoras. Na sondagem de março, esse item ficou com 50,8 pontos. Apesar de ainda ser positivo, é o pior já registrado em todas as pesquisas sobre construção feitas pela CNI desde 2009.

Já a margem de lucro operacional do setor, em março, foi considerada insatisfatória pelos empresários. Na sondagem, o item ficou com 49 pontos.

Esses indicadores já sinalizam a possibilidade de baixo crescimento no restante do ano. De janeiro a março, o índice que mede a expectativa do setor para os próximos seis meses caiu de 63 para 60,8 pontos. O indicador de março é positivo, porém, o segundo menor da história das sondagens da CNI.

“Certamente, este ano será pior que o passado”, disse Fonseca. “As obras de infraestrutura devem ser retomadas e o país continua crescendo. Porém, dificilmente vamos conseguir igualar o desempenho de 2010.”

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