quarta, 18 de julho de 2018

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Consórcio ainda mantém fatia na venda de veículos na Capital

6 DEZ 2010Por VERA HALFEN00h:00

Mesmo com o crédito facilitado, as taxas de juros menores e as prestações que cabem no bolso dos consumidores que compram um carro zero-quilômetro, o consórcio de veículos ainda sobrevive. Nos últimos cinco anos, o crescimento foi tímido, porém, não aponta números negativos. Antes desse período, a venda de consórcios superava o número de financiamentos. Hoje, representa menos de 1% do total das vendas no Estado. Na Automaster, revendedora Ford, por exemplo, são contratados entre 20 a 25 consórcios por mês, somente em Campo Grande, e as prestações mensais são a partir de R$ 350. O sistema de entrega é de dois veículos por mês, sendo um por sorteio e outro por lance.

Fernando Oliveira, gerente da revendedora, explica que são muitas as vantagens ao adquirir um consórcio, como por exemplo, dar seu próprio carro como lance, comprar outro modelo de maior valor, pagando a diferença, sem alterar as prestações originais. "É um leque de opções", comenta.

Segundo Fernando Oliveira, existem os consumidores conservadores, que não abrem mão do sistema de consórcio. "Para eles, é a melhor maneira de garantir o próximo carro novo". Para outros, ainda de acordo com o gerente, adquirem consórcio porque não conseguem poupar para dar de entrada para o carro zero; outros pagam para o filho que vai completar 18 anos. Tem também os que compram para revender a cota mais tarde. "Esse até garantem um dinheirinho a mais", comenta.

O gerente frisa que "a modalidade traz tantas alternativas de negócio, que o cliente pode optar por um carro de outra marca. Por exemplo, se está pagando um consórcio da Ford, pode levar a carta de crédito para a Chevrolet. "Existe essa liberdade para comprar em qualquer revendedora. Tem muita gente que está em um consórcio e ainda nem sabe o que vai fazer com o crédito", reforça.

 Segurança
Fernando Oliveira frisa que o sistema de consórcios é regido pelo Banco Central do Brasil (BC) e todas os negócios são fiscalizados pela instituição. É uma transação segura, que existe há vários anos e que ganhou a confiança do consumidor.

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