quarta, 18 de julho de 2018

Apple

Conheça o homem que está no lugar de Steve Jobs

24 JAN 2011Por Terra16h:24

Não é a primeira vez que Timothy D. Cook, diretor de operações, fica à frente na Apple: foi ele quem tocou o barco em 2004, por dois meses, quando o capitão passou por uma cirurgia. Depois, por vários meses em 2009, quando Steve Jobs fez um transplante de fígado, e com muito sucesso: após uma queda inicial, quando a saída de Jobs se tornou pública, em seis meses as ações da companhia subiram cerca de 70%, lembra a BBC. Tim Cook chegou a receber um bônus de US$ 5 milhões pelo "desempenho excepcional" durante este segundo período.

Novamente - e nesta terceira vez não se sabe por quanto tempo - ele será o cabeça da Apple. Analistas e estudiosos do setor de tecnologia consideram que ele tem capacidade de sobra para isso, como Michael Gartenberg, do Gartner, para quem Cook pode "manejar a companhia de forma bastante efetiva".

Aos 50 anos, Tim Cook tem fama de reservado e é um "viciado em trabalho que, além da Apple, se interessa por ciclismo, estar ao ar livre e o time de futebol americano de Auburn", diz a revista Forbes. Nascido no Alabama em novembro de 1960, formou-se engenheiro na Universidade Auburn e tem MBA pela Universidade Duke. Segundo a Wikipedia, ele começa o dia mandando emails às 4h30, e costuma fazer reuniões por telefone, no domingo à noite, para 'preparar a semana'.

Ele gosta que a companhia funcione perfeitamente e é seu trabalho manter os números financeiros positivos, os ganhos elevados e os custos baixos. Ele é conhecido também por dividir com Jobs um estilo de liderança que revisa, questiona e autoriza cada detalhe do trabalho. Quem os conhece diz que, ainda que partilhe do fervor de Jobs pela empresa, o jeito de Cook é totalmente oposto. Jobs é apaixonado, exaltado e emotivo, Cook é calmo, frio e totalmente racional.

Cook entrou para o time da Apple em 1998, depois de passar pela Compaq e pela IBM, logo após o próprio Jobs ter retornado à companhia. Eficiente, tão logo chegou tratou de fechar unidades próprias, vender estoques e tomar outras medidas para que a empresa reduzisse os custos e continuasse a ser viável; em seguida fez acordos com fabricantes asiáticos para produção de alguns componentes. Foi ganhando a confiança de Jobs até chegar a ser o segundo em comando na Apple.

Racional, disciplinado, entusiasta dos exercícios físicos, o homem das operações, dos números e da eficiência - mas não da criação. Como desta vez não se sabe por quanto tempo Jobs ficará fora da empresa - e já há quem diga que talvez ele não volte -, Cook parece fadado a se tornar o próximo CEO de uma das mais importantes companhias de tecnologia do mundo. Especula-se quem manterá a inovação e a criativade que sempre caracterizaram a Apple, já que Cook é gestor mas não criador. É esperar para ver.

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