Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

ENCONTRO

Congresso de Hematologia de Brasília terá representante de MS

3 NOV 2010Por SCHEILA CANTO19h:38

Especialistas em doenças do sangue – hematologistas e hemoterapeutas – se reunirão em Brasília (DF) a partir da próxima sexta-feira, 5 de novembro, durante o Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia, o Hemo 2010, para discutir tratamentos e avanços na área. Organizado pela Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), o encontro é o maior congresso da especialidade na América Latina.

Entre os assuntos que serão discutidos está a anemia falciforme, um assunto que tem gerado muitas pesquisas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A doutora no assunto, Maria Lúcia Ivo, estará representando a UFMS no evento, em razão de ser autora do livro (“Modelo de adaptação de Roy e sua aplicação através do processo de enfermagem a portadores de anemia falciforme”), e há 11 anos orientar vários estudos de pós-graduação na área, pela universidade.
Segundo Maria Lúcia o estudo é fundamental para disseminar o conhecimento sobre a doença à população para que haja o diagnóstico precoce e o tratamento correto e contínuo. “Assim, além de aumentar a sobrevida do portador da doença, por meio do acompanhamento por equipe multidisciplinar de saúde, obtém-se maior qualidade de vida, da criança, do adolescente ou adulto”, esclarece a doutora.

Sobre a doença

Trata-se de uma doença do sangue, hereditária, cujo a mortalidade é de 25 a 30%. Dados divulgados pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal, do Ministério da Saúde, apontam que no Brasil os casos novos por ano são de 3.500 crianças portadoras de anemia falciforme e 200 mil com traço falciforme (assintomático) entre afro-descendentes. Pesquisa realizada em Mato Grosso do Sul aponta 2.597  traços falciforme, (16) anemia falciforme, (6) doença SC, e faz uma estimativa de 5 a 6 casos por ano de anemia falciforme.

A doença manifesta-se de forma leve, moderada ou graves, dependendo do tipo de herança genética e das características do indivíduo. Os sintomas variam conforme a idade e as medidas preventivas, necessitando de cuidados de saúde regulares desde o nascimento e por toda a vida. Mas, vale destacar que a anemia crônica é a principal consequência da doença e a infecção é a principal causa de morte pela falciforme. Icterícia e o fenômeno de vaso-oclusão pode ocorrer em diferentes partes do corpo, sendo acompanhado de dor com diferentes intensidades.

Tratamento

Em Campo Grande a triagem é feita no Iped-Apae e o atendimento aos pacientes, no Hospital Regional, Cethoi (Centro de Terapia Hemato-oncológica Infantil); Hospital Universitário e Santa Casa.

De acordo com os especialistas, não há tratamento específico para a doença e o transplante de medula óssea é o único com possibilidade de cura, entretanto, é um procedimento restrito a um pequeno número de pacientes.

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