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Confronto entre policiais e guerrilheiros deixa 4 mortos

23 ABR 10 - 07h:27
EDILSON JOSÉ ALVES, PONTA PORÃ

Quatro pessoas morreram durante tiroteio entre policiais e supostos integrantes da facção guerrilheira Exército do Povo Paraguaio (EPP), na região de Horqueta, município paraguaio distante cerca de 100 quilômetros da divisa com Ponta Porã. O confronto aconteceu na quarta-feira, causando a morte de  Joaquim Aguero,  Javier Jair Ravelo, Francisco Ramirez e de Francisco Ramirez.

Uma das vítimas era de nacionalidade brasileira e uma outra era um suboficial da Polícia Nacional. Segundo as informações, a fazenda seria de propriedade do empresário douradense Jorge Luiz Zanetti.

A execução das quatro pessoas está sendo atribuída a uma ação do Exército do Povo Paraguaio. O EPP é apontado como uma facção guerrilheira similar às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Os integrantes do Exército do Povo Paraguaio são acusados de vandalismo, sequestros e outros crimes nos departamentos (estados) de San Pedro e Concepción motivos pelos quais são caçados por forças policiais.  

Confronto
 O tiroteio ocorreu na manhã de quarta-feira e matou no local o suboficial da Polícia Nacional do Paraguai, Joaquim Aguero, de 26 anos. Os brasileiros Javier Jair Ravelo, 35 anos, e Osmar Valente e o paraguaio Francisco Ramirez também foram baleados e morreram de forma instantânea. Alguns animais alvejados por tiros morreram no meio do pasto enquanto os autores fugiram no meio de uma mata.

Outros dois funcionários das fazendas Santa Adélia e Guarani, identificados como Juan Valiente, Alcides Aguero e Lúcio Arce foram baleados e socorridos por populares. Os supostos guerrilheiros utilizaram no ataque armas de grande poder de destruição como fuzis AR15 e M16, de uso restrito das Forças Armadas do país vizinho

O suboficial Joaquim Aguero morto pelos guerrilheiros é o terceiro integrantes da Polícia Nacional assassinado pelo Exército do Povo Paraguaio desde agosto de 2005 quando surgiu a facção. A primeira vítima foi o policial Andrés Ceferino Brites e depois o suboficial Oscar Noceda. Os dois tiveram os corpos crivados de balas.
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