domingo, 15 de julho de 2018

enfrentamentos

Conflitos no Sudão matam mais 8

10 JAN 2011Por Cartum00h:00

Pelo menos oito pessoas morreram neste domingo em enfrentamentos entre tribos rivais no disputado enclave de Abyei, na fronteira entre o norte e o sul do Sudão, informaram fontes dos dois lados. O Sudão do Sul deu início neste domingo a um histórico referendo de secessão, no qual eleitores decidirão se o país deve permanecer unido ou dividir-se em duas nações.

Não há pesquisas confiáveis, mas o sentimento em Juba, capital do Sul, é claramente pró-separação. Para isso ocorrer, no entanto, o quórum precisa ser de 60%, o que não é simples numa região do tamanho de Minas Gerais e praticamente sem estradas.

Pela capital local, a mão levantada virou um símbolo, representando o voto pela separação na cédula, um ícone gráfico pensado para uma região em que o analfabetismo adulto chega a 75%. A outra opção é um desenho com as mãos apertadas, que significam a unidade.

Em uma destas alternativas, terão que votar os 3,9 milhões de sudaneses registrados quando pressionarem seu polegar. A Comissão de Referendo diz que “está 100% preparada”, e que o resultado será anunciado até 22 de janeiro. “Esta é a forma de demonstrar que não somos cidadãos de segunda classe”, afirma Lual Adal, parlamentar na Assembleia do Sul.

A região goza de autonomia desde os acordos de 2005, que encerraram uma guerra que deixou cerca de dois milhões de mortos. “Estamos votando pelo resto de nossas vidas”, diz ele.

Riscos
No Sul, mais de 50% da população vive com menos de US$ 1 por dia, e a infraestrutura é quase inexistente. A região conta com enormes reservas de petróleo, que até o momento têm sido repartidas com o governo central. Este, contudo, pode se tornar um problema. Teme-se que o governo central, de maioria árabe, não respeite o resultado.

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