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Confiança do industrial sul-mato-grossense atinge 68,6 pontos

3 SET 10 - 20h:07
Carlos Henrique Braga

A confiança do industrial alcançou 68,6 pontos em Mato Grosso do Sul em agosto, numa escala de zero a 100, segundo levantamento da Federação das Indústrias (Fiems). A marca é superior à média nacional para o mês (59,4), pesquisada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 9.2 pontos percentuais. O otimismo também aparece em relação ao futuro: o indicador atingiu 62,3 pontos de confiança nos próximos seis meses. Para analistas e sindicalistas da indústria, tanta confiança tem o respaldo da política de incentivos fiscais e do mercado consumidor interno e externo aquecido.
Empresários mostraram-se mais satisfeitos com a economia do Estado (71,1) do que com a do Brasil (64,7); mas o que enche os olhos deles é a própria empresa, que somou 73 pontos de confiança. “Se não formos otimistas, nós quebramos”, diz o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de MS (Sindivest), José Francisco Veloso, que credita o alto índice de confiança aos incentivos fiscais oferecidos pelo Governo do Estado. Seu setor está ainda mais confiante por causa da aproximação do fim do ano, período de vendas nas alturas no varejo e, por consequência, nas fábricas. “Já estamos trabalhando para atender a essa demanda, que deve crescer 8% neste ano. Na segunda quinzena de setembro, os fabricantes começam a trabalhar nesses pedidos”, afirma Veloso.
Como em outros setores, a mão de obra é escassa, por isso a qualificação é intensa para levar pelo menos 1,2 mil trabalhadores às linhas têxteis. Na metalurgia, a situação é a mesma. “Precisamos de mais 3,5 mil pessoas no Estado”, contabiliza o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de MS, Davy de Pinho. Além da isenção de impostos, ele cita o crescimento da construção civil, que absorve 40% da produção metalúrgica do Estado, como responsável pela elevada confiança do setor.
O economista Luiz Tanahara é especializado em elaborar projetos para interessados em operar em Mato Grosso do Sul. Para ele, as linhas de crédito do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) pesa tanto na decisão do industrial quanto o pacote de benefícios fiscais.  “Nosso mercado consumidor é muito pequeno, por isso o foco dessas empresas é exportação”, avalia.
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