domingo, 22 de julho de 2018

fronteira

Concorrência do Paraguai “mata” comércio em P. Porã

8 NOV 2010Por EDILSON JOSÉ ALVES, PONTA PORÃ00h:00

 A valorização do real frente ao dólar americano reflete positivamente no comércio de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Por outro lado, se transformou em verdadeiro tormento para os comerciantes brasileiros. Enquanto as expectativas dos paraguaios são positivas para o final deste ano e início de 2011, para os ponta-poranenses são as piores possíveis.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Homero Barbosa Carpes, disse que o comércio de Ponta Porã está morrendo com a supervalorização do real frente ao dólar. Ele disse que o município está se transformando em estacionamento de carros dos turistas que chegam diariamente para fazer compras em Pedro Juan Caballero.

"Não estamos ficando com nada. O único setor que ainda fatura alguma coisa é o de hotéis, o restante está em decadência e muitos comerciantes já fecharam as portas dos seus comércios e estão se mudando para o outro lado da fronteira. Do jeito que está fica muito difícil para sobreviver", diz o comerciante.

Carpes disse que antes da campanha o governador André Puccinelli (PMDB), candidatos ao Senado e a deputado prometeram estudar meios para tentar equilibrar a situação na fronteira. "Mas, agora, as eleições já passaram e, na verdade, não esperamos mais nada para reverter esse quadro". O comerciante explicou que neste momento discute o reajuste do salário comercial dos trabalhadores no comércio, que é de R$ 590. "Eles estão pedindo 10% de reajuste, mas isso é impossível e o máximo que podemos dar é 5,6%, repondo todo o índice inflacionário".

Na semana passada, o dólar americano estava cotado em R$ 1,76 nas casas de câmbio do Paraguai, mas a conversão do real nas lojas de Pedro Juan Caballero estava em R$ 1,84. Para a Câmara de Comércio do Paraguai, até R$ 2 é um fator positivo para os comerciantes paraguaios.

O empresário Tomaz Medina disse que atualmente o seu país vive um bom momento de superávit em vários setores e que o setor comercial da fronteira, destinado ao atendimento turístico vive um momento muito interessante, inclusive com a geração de milhares de empregos.

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