Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

Comprovada eficácia da retirada das mamas na luta contra o câncer

Comprovada eficácia da retirada das mamas na luta contra o câncer
14/02/2014 12:30 - otempo


A atriz norte-americana Angelina Jolie surpreendeu o mundo ao anunciar, em um artigo no jornal “The New York Times” publicado em maio do ano passado, que fez a retirada das duas mamas como forma de prevenção ao câncer. A escolha de Angelina gerou grande repercussão e debate sobre esse tipo de prevenção. Mas em um estudo publicado ontem no “British Medical Journal”, a dupla mastectomia aparece, de fato, como forte aliada contra a doença.

De acordo com resultados do estudo, 87 em cada 100 mulheres que se submetem a uma dupla mastectomia imediatamente após a detecção precoce de um câncer de mama continuam vivas 20 anos depois do procedimento.

No caso da retirada de apenas um seio, a proporção cai para 66 em cada 100 pacientes, segundo os resultados do estudo, que foi realizado por cientistas norte-americanos e canadenses.

Mutação. Os pesquisadores apontam que cerca de 0,2% das mulheres têm duas mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam entre 60% e 70% as possibilidades de ter um câncer de mama e favorecem o aparecimento de um segundo câncer.

“Chegamos à conclusão de que é razoável propor mastectomias bilaterais como tratamento inicial às mulheres com um câncer em estado precoce e que têm as mutações BRCA1 e BRCA2”, escrevem os cientistas autores do estudo.

De acordo com a agência de notícias France Presse, o estudo foi realizado entre 1975 e 2009 com 390 mulheres. Do total, 44 se submeteram a uma dupla mastectomia imediatamente depois de terem um câncer diagnosticado, e as outras 346 só retiraram um seio. Dessas últimas, 137 precisaram retirar o outro seio posteriormente.

Escolha. Essas mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 levam todos os anos milhares de mulheres a se submeterem a mastectomias preventivas, como foi o caso da atriz norte-americana.

No artigo “Minha escolha médica”, Angelina afirma que descobriu que tinha uma mutação genética no BRCA1. Ela ainda destacou a morte da mãe devido à doença, aos 56 anos.

O médico da atriz estimava que ela tinha um risco de 87% de ter câncer de mama e de 50% de ovário. Com a dupla mastectomia, o risco de um tumor mamário caiu para 5%. “Uma vez que eu sabia que essa era a minha realidade, decidi ser proativa para minimizar o risco tanto quanto eu poderia. Tomei uma decisão de ter uma dupla mastectomia preventiva”, disse ela. A cirurgia incluiu a reconstrução dos seios com implantes.


Flash

Restrito. O estudo sobre a mamografia não pode ser considerado para todos os países, mas os cientistas recomendam aos governos que revejam seus programas de prevenção.

Felpuda


Ao que tudo indica, partido teria criado “racha” apenas visando jogar para a plateia, e, assim, quem estava com a corda toda anunciou que se prepara para o desembarque. Nos bastidores o que se ouve é que o tal fundo partidário seria o motivo da desavença e que quem nunca comeu mel quando come se lambuza. Só que não. A estratégia é continuar “dono” da atual legenda e “tomar a frente” de partido que está em fase embrionária. Tudo inspirado na “velha política”.