sexta, 20 de julho de 2018

Preços

Commodities contribuíram com a valorização da moeda em 16%

31 OUT 2010Por (FCA)04h:22

Os preços das commodities foram os que mais contribuíram para a apreciação do real nos últimos 12 meses em relação ao dólar, segundo modelo do Banco Santander que desagregou as contribuições de quatro principais variáveis que influenciam o câmbio. As commodities, segundo a economista do banco Tatiana Pinheiro, que tomou como base a variação do Commodity Research Bureal (CRB), índice que mede a variação dos preços destes produtos no mercado internacional, contribuíram com 16% da apreciação do real nos últimos 12 meses.
Além do CRB, o modelo feito por Tatiana e o economista-chefe do Santander, Alexandre Schwartsman, considerou o índice de volatilidade implícita das bolsas dos Estados Unidos (VIX), usado para medir o apetite ao risco; o DXY, que é um índice que considera o dólar face a uma cesta de moedas (euro, o iene, a libra esterlina, o dólar canadense, a coroa sueca e o franco suíço, entre outras); e taxa de juros interna.

No período de 12 meses, o VIX contribuiu muito pouco, ficando próximo de zero e o DXY contribuiu com variação pequena porque neste ano o dólar teve movimento de depreciação de janeiro a março. Entre abril e maio, com o aprofundamento da crise europeia, registrou um pouco de apreciação, mas depois voltou a depreciar. “Aí, a contribuição do dólar para a apreciação do real ficou diluída no processo”, afirma Tatiana, contribuindo com 2% a 3% da alta do real. Portanto, afirma a economista do Santander, a maior contribuição para a alta do real frente ao dólar veio dos preços das commodities.

A taxa de juros interna contribuiu pouco também para a apreciação cambial porque, de acordo com a economista, a Selic neste ano saiu de 8,75% para 10,75%, o que é pouco para um movimento forte como o visto no câmbio nos últimos 12 meses. Nos Estados Unidos, a taxa de juros está próxima de zero há muito tempo e, de acordo com o Santander, não é a principal variável de pressão sobre o real nos últimos 12 meses.

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