segunda, 16 de julho de 2018

receio

Comércio teme inflação e população reprova

12 NOV 2010Por 04h:17

O setor comercial de Mato Grosso do Sul teme o aumento da inflação, caso a CPMF volte a ser cobrada nas movimentações financeiras. O diretor da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-MS), Roberto Rech, explica que o receio se dá pelo aumento dos custos do setor, que implicará no repasse direto ao consumidor.

"Repassando esse custo, os produtos ficarão mais caros e, consequentemente o índice da inflação sobe, pois ele é calculado sobre os preços de itens de consumo da população", pondera Rech. Nos últimos meses, o Banco Central tem lutado para controlar a inflação, usando como medida o aumento da taxa Selic.

Outra preocupação é quanto a taxa de empregos que, segundo Rech, poderá ficar comprometida, havendo estagnação no crescimento e até mesmo demissões, por conta do aumento dos custos às empresas, indústrias e comércio em geral. A volta da CPMF também é rejeitada por grande parte da população, que não concorda com a alta carga tributária brasileira.

É difícil encontrar alguém a favor do imposto, mesmo aqueles que aprovam o atual governo e o próximo, eleito recentemente. "Por menor que seja a taxa, é um dinheiro que no final das contas, à longo prazo, é significativo para o trabalhador. Sou contra – já temos muitos impostos no Brasil", disse o artista gráfico Thiago Salvato.

"Eu mesmo, não vi nenhuma diferença na saúde pública antes e depois que ela deixou de ser cobrada. Continua tudo igual, não sei no que esse dinheiro foi aplicado nos anos em que o pagamos", afirmou o representante comercial Hamilton Teixeira, ao questionar o destino do que foi arrecadado com a CPMF nos 10 anos em que esteve em vigência. (AM)

Leia Também