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2011

Comércio eletrônico deve crescer 30% este ano

23 MAR 2011Por Infomoney08h:09

O setor de comércio eletrônico deve faturar R$ 20 bilhões neste ano, o que representa um crescimento nominal de 30% frente a 2010, estimam a e-bit e a camara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico)

Entre os motivos para o avanço, estão as novas ferramentas que auxiliam os consumidores na hora de realizar uma compra, como as redes sociais, além dos portais de compra coletiva.

Somente nos seis primeiros meses deste ano, a estimativa é de um faturamento em torno de R$ 8,8 bilhões. No período, cerca de 4 milhões de pessoas farão sua primeira compra virtual, somando assim 27 milhões de e-consumidores que fizeram ao menos uma compra on-line.

O poder das redes sociais
De acordo com o diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti, uma tendência que chegará ao Brasil é o social commerce ou o uso das redes sociais para a comercialização de produtos e serviços.

Até o momento, o que se vê no Brasil são lojas virtuais estabelecendo publicidade dentro das redes sociais, mas nos Estados Unidos, de acordo com ele, já há lojas que lançaram o e-commerce dentro da rede social. “Não se sai do ambiente da rede social para vender. Isso deve ser uma tendência para os próximos anos”, afirmou.

O que acontecerá é que a rede social passará de uma posição de mídia para a de plataforma de venda de produtos.

A força das compras coletivas
Além das redes sociais, outro alavancador do e-commerce no Brasil são os sites de compras coletivas.

“Em 2010, tivemos um fenômeno que foi a compra coletiva. Ainda há espaço para crescimento, já que alguns consumidores ainda não conhecem esse conceito”, afirmou o diretor de Marketing e Produtos do e-bit, Alexandre Umberti.

Em relação aos sites de compras coletivas, 39% dos mais de 4,5 mil consumidores avaliados em uma pesquisa realizada pela e-bit e camara-e.net disseram que não conhecem o conceito. Dos 61% que conhecem, 51% nunca compraram e, destes, 58% pretendem comprar nestes sites.

Enquanto 74% dos entrevistados afirmaram estar no mínimo satisfeitos com estes sites, 11% disseram estar insatisfeitos com os portais de compras coletivas.

O potencial dos clubes de compras
Pouco antes de surgirem os sites de compras coletivas no Brasil, o setor começou a ser povoado por outro modelos, como o de clubes de compras, que funcionam como um outlet virtual e oferecem, em sua maioria, roupas e acessórios.

Segundo os dados, 54% das pessoas são familiarizadas com este conceito. Destas, 32% já compraram algum produto no modelo e 94% pretendem repetir a operação nos próximos três meses. Daqueles que nunca compraram no modelo, 97% pretendem fazê-lo no próximo trimestre.

Dos entrevistados, 66% disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o serviço prestado, enquanto 21% acharam apenas razoável. Outros 12% mostraram insatisfação com os clubes de compras.
 

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