segunda, 16 de julho de 2018

feriado

Comércio de velas e flores é opção de ganho extra para muitas pessoas

2 NOV 2010Por Vânya Santos03h:20

A venda de velas, fósforos e arranjos de flores no entorno de cemitérios públicos e particulares de Campo Grande costuma ser tão vantajosa que, nos dias que antecedem o feriado de Finados, muitas pessoas abandonam as atividades que desempenham durante o ano para montar barracas e aproveitar o intenso fluxo de visitantes.

A instrutora de curso de corte e costura, por exemplo, Simone Fener, 40 anos, contou que este ano espera superar as vendas do ano passado. Ela disse que, pelo segundo ano consecutivo, aproveita o Dia de Finados para aumentar a renda familiar vendendo flores, velas e fósforos nas proximidades do Cemitério Municipal Santo Amaro. Há duas semanas ela marcou o lugar onde montou sua barraca faltando dois dias para o feriado e, ontem, já estava bastante animada com o movimento de visitantes.

Há cinco anos o casal Hilton Antônio dos Santos, 45 anos, e Jaqueline dos Santos, 35 anos, deixa de vender brinquedos em feiras livres da Capital na semana que antecede o Dia de Finados para vender arranjos de flores. "Vale a pena. Compensa", garantiu o marido, revelando que no feriado administra três pontos de vendas nas proximidades do cemitério para comercializar cerca de mil arranjos que confecciona com ajuda da família.

Esperança
Apesar da reclamação dos comerciantes que montaram barracas em frente ao Cemitério Jardim das Palmeiras e alegaram poucas vendas, o clima ontem era de esperança com relação aos negócios. "O dia inteiro foi parado, mas, como as pessoas deixam para vir no dia, acredito que amanhã (hoje) o movimento seja diferente", avaliou o comerciante Zariel Ferreira, de 63 anos. Ele revelou que este ano montou pontos de vendas em cinco cemitérios da Capital e contratou oito pessoas, que ajudam a administrar os locais.

"Este é o terceiro ano que, na época de Finados, deixo de trabalhar em obra para ajudar o seu Zeriel nas barracas de flores", explicou o jovem Givan Sales da Silva, 18 anos, garantindo que a renda é muito boa neste período. (VS)

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