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REINADO DE MOMO

Comércio de fantasias de Carnaval diminui a cada ano

2 MAR 11 - 13h:30Laís Camargo

Quando chega o Carnaval o folião campo-grandense já sabe: é só escolher o bloco e o cidade para festejar no interior do Estado. Hoje é assim, mas há dez anos a escolha era entre os clubes da Capital, como o Libanês, Rádio Clube, Surian, Noroeste, Cruzeiro e Okinawa. Atualmente, os setores do comércio que fornecem fantasias e outros produtos para o Carnaval têm que apostar em outras atividades para atrair os consumidores.

As vendas aumentam quando se trata de acessórios como chapéus, enfeites, máscaras e plumas. Já as chamadas “contas”, miçangas ou lantejoulas têm pouca procura. “No Carnaval fica bastante movimentado. Vendemos bastante enfeites e fantasias prontas para crianças. O público maior vem do interior do Estado. Em Campo Grande o Carnaval quase não existe, se não fossem as escolinhas fazerem festa para as crianças, elas nem iam comemorar. Há uns dez anos era mais movimentado, por causa dos clubes”, comenta Adilson Metello, proprietário de um bazar.

Ao que tudo indica, a tradição de montar a própria fantasia continua forte, já que os enredos das escolas mudam todo ano e exigem mais da criatividade dos foliões. “Aqui nós trabalhamos com aluguel de fantasias para adultos, mas na época do Carnaval o movimento até diminui. As pessoas geralmente mandam fazer. Quando se trata de crianças, tem que comprar a fantasia toda, porque para alugar é complicado, criança ajoelha, senta em sujeira, e é melhor que tenha a própria veste. As festas grandes acontecem fora no interior do Estado, acho que por isso o movimento cai”, diz André Morato, gerente de empresa especializada no ramo.

Atualmente há poucas opções para quem deseja investir na fantasia. As lojas que vendiam aviamentos específicos para esta época do ano tiveram que diversificar os produtos para sobreviverem. O dono de outro bazar explicou que parou de investir em produtos carnavalescos porque o lucro deixou de ser significativo.

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