segunda, 23 de julho de 2018

CONVENÇÃO COLETIVA

Comércio concede reajuste de até 7,75% para 18 mil trabalhadores

19 NOV 2010Por Edivaldo Bitencourt00h:00

Os 18 mil trabalhadores no comércio de Campo Grande terão reajuste salarial de 6,5% a 7,75% a partir deste mês, o que significa ganho real de 1,11 a 2,36 ponto percentual. Conforme o acordo fechado pela Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio) e pelo Sindicato dos Comerciários de Campo Grande, as lojas vão funcionar em oito feriados, um a mais do que o anterior, e fechar em cinco dias.

O maior reajuste de 7,75% será aplicado no piso dos comerciários, que passa para R$ 647, sendo retroativo ao dia 1º deste mês. As demais categorias terão aumento de 6,5%: função de caixa R$ 663, comissionados R$ 738, auxiliares R$ 593 e office-boy R$ 540. O presidente do sindicato laboral, Ildemar da Mota Lima, destacou o ganho real em relação à inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE, que está acumulado em 5,39% nos últimos 12 meses.

“Não foi um acordo de todo ruim”, avaliou Lima. O consultor sindical da Fecomércio, Fernando Camilo, analisou que foi mantida a tendência de se conceder reajuste sempre superior ao percentual da inflação.

Feriados
Outra novidade foi a inclusão do novo feriado sul-mato-grossense, da Consciência Negra, comemorado amanhã, na convenção coletiva. O número de feriados com a abertura das lojas passa de sete para oito. Nestes dias, o trabalhador passa a ter direito receber 7% do piso (R$ 45,29) mais um dia de folga na semana seguinte para compensar a atividade no feriado municipal, estadual ou nacional.

Foram mantidos cinco datas em que as lojas não vão funcionar na Capital: Natal, Ano Novo, Sexta-Feira Santa, Dia do Trabalho (1º de Maio) e Finados.

O acordo contempla os trabalhadores nas lojas dos bairros, do centro e do Shopping Campo Grande. Cerca de 22 mil trabalhadores fazem parte do setor varejista, mas fazem parte dos acordos firmados com os sindicatos patronais do comércio de material de construção, das concessionárias de veículos e dos supermercados.

Leia Também