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Campo Grande - MS, quarta, 21 de novembro de 2018

SEM DUELO

Com show de cartões, Verdão vence o Fla

15 AGO 2012Por G123h:02

O jogo não foi dos mais bonitos de se ver. O Palmeiras x Flamengo que prometia duelo de artilheiros entre Obina, Vagner Love e Barcos só teve um golzinho, chorado, e em posição de impedimento. Graças ao Pirata, o Verdão fez 1 a 0 no Fla, respirou no Campeonato Brasileiro e deixou a zona de rebaixamento às vésperas do fim do primeiro turno. Com um a menos desde o fim do primeiro tempo, o time rubro-negro não conseguiu reagir e perdeu a chance de engatar sua terceira vitória seguida.

Barcos fez o gol, mas o principal destaque da partida foi o árbitro Célio Amorim. Cheio de vontade de advertir os jogadores, ele bateu o recorde de cartões aplicados neste Brasileirão. Foram “só” 12 amarelos e um vermelho, para Ibson. A cada choque mais forte, um cartão. Célio foi um dos responsáveis por deixar o jogo tão modorrento e sem graça, principalmente no segundo tempo. No fim, um cartão para Obina, que havia acabado de entrar o campo, finalizou o “show”.

A vitória levou o Palmeiras aos 16 pontos, fora da zona de rebaixamento. Mesmo que o Coritiba vença a sua partida contra o Vasco, nesta quinta-feira, o Verdão fica fora por ter uma vitória a mais do que o Bahia. Já o Flamengo estaciona nos 22 pontos e adia sua missão de tentar alcançar o G-4 do Brasileirão.

Na próxima rodada, o Palmeiras viaja até Goiânia para enfrentar o Atlético-GO, domingo, às 18h30m (horário de Brasília), no Serra Dourada. No mesmo dia e horário, o Flamengo tem um clássico com o Vasco, no Engenhão.

Só faltam sete...

Com Negueba e Thomás abertos pelas pontas, mais Vagner Love centralizado, o Flamengo preocupou demais a defesa palmeirense nos primeiros minutos, até a marcação se acertar. Lá do alto, das tribunas, Felipão mandou segurar Artur na lateral direita, em cima de Thomás, e também reforçou a atenção para cima de Ibson e Renato, criadores de jogadas da equipe rubro-negra. Assim, o Verdão conseguiu frear o ímpeto inicial do rival.

A partir daí, o dono da casa começou a criar e dominar, sempre pelo lado direito da defesa flamenguista, fragilizado pelos avanços de Léo Moura e a falta de ritmo de Marllon, que parecia desconectado do restante da equipe. Na bola aérea, Barcos sempre levou vantagem, até quando a bola veio lenta, ideal para o zagueiro afastar. Em lançamento de Marcos Assunção, o primeiro susto: às costas de Marllon, Barcos dominou no peito e só não fez o gol porque Felipe abafou.

Com Mazinho de volta ao Palmeiras, Obina ficou no banco de reservas. A mudança reforçou a velocidade da equipe, que também ganhou qualidade com o retorno de Valdivia. Ainda fora de ritmo, o Mago só foi parado na base das pancadas. Duas delas de Ibson. Dois cartões para o rubro-negro e expulsão. O meia do Flamengo nem reclamou e deixou o campo cabisbaixo. Com o meio-campo do rival fragilizado, o time alviverde aumentou o seu domínio.

Dorival Júnior ainda tentou uma alternativa sem precisar mudar peças na equipe, invertendo Negueba e Thomás. Mais incisivo, Negueba foi para cima de Artur, mas só foi bem em um lance, quando cortou para dentro e chutou à esquerda do gol de Bruno. A torcida do Fla, que lotou o setor destinado a ela na Arena Barueri, mostrou preocupação e tentou abafar a empolgação dos palmeirenses. Em vão.

Em campo, Felipe começava a se destacar com boas defesas, uma delas em belo chute de Valdivia. Mas o goleiro não segurou aos 32 minutos, quando Artur chutou sem força, prensado na marcação. A bola passou por baixo do goleiro e foi mansa em direção ao gol. Barcos apareceu para completar, em posição de impedimento. A arbitragem confirmou 1 a 0, e o Pirata colocou mais um na sua conta. São 20 gols na temporada, a sete da marca que precisa para ganhar um típico churrasco gaúcho de Felipão.

Show, só de cartões

Com um a mais em campo, o Palmeiras tinha duas opções: pressionar em busca do segundo gol ou atacar só “na boa”, quando o Flamengo desse espaços. A comissão técnica preferiu segurar o jogo, tocar a bola com paciência e arriscar alguns chutes de longe. A lentidão alviverde deixou o jogo amarrado e chato, do jeito que Murtosa e Felipão queriam. Para quem quer sair da zona de rebaixamento, jogar bem é detalhe. Importante é manter a vitória.

Dorival Júnior se cansou de esperar um bom lance do garoto Thomás, perdido no ataque, sem função. Promoveu a estreia do garoto Fernandinho, que deu um pouco mais de dinâmica ao setor. Mesmo assim, Love precisou buscar o jogo no meio-campo, e por isso não chegou à área com o perigo habitual. Ele só deu um chute no segundo tempo, defendido facilmente por Bruno. Deivid entrou nos minutos finais, com pouquíssimo tempo para ajudar em algo.

O Palmeiras podia ter matado o jogo, mas não quis. Barcos e Valdivia preferiam enfeitar o lance, dar um toque a mais na bola, e isso deixou o jogo aberto até o fim, já que qualquer bola certeira daria o empate ao Flamengo. A torcida, já mais calada, só levantava a voz a cada gol do Náutico contra o São Paulo. Alviverdes e rubro-negros faziam festa juntos.

Só quem quis jogo no segundo tempo foi o árbitro Célio Amorim, com uma sede de cartões que poucas vezes se viu. Foram 12 amarelos e um vermelho, mas ao menos houve critério. Qualquer toque mais duro era passível de advertência. Sem se importar com a arbitragem, o Palmeiras comemora sua quarta vitória em 17 rodadas do Brasileirão e a fuga momentânea do sufoco. Já o Flamengo, ainda irregular, vai continuar dando trabalho a Dorival Júnior.

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