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JANEIRO

Com queda, Bolsa é pior aplicação

1 FEV 14 - 00h:00FOLHAPRESS

Com queda de 7,51% do principal índice de ações (o Ibovespa) em janeiro, a Bolsa teve o pior mês desde junho do ano passado, quando a desvalorização foi de 11,31%, e ficou na lanterna do ranking de investimentos feito pela Folha de S.Paulo. Na outra ponta do ranking, o ouro foi a alternativa mais rentável, com valorização de 6,73%. O levantamento elaborado para a reportagem considera o rendimento das aplicações com desconto de Imposto de Renda em simulações de resgate em 12 meses, além do desempenho antes do IR. A queda do Ibovespa também foi a mais intensa para janeiro desde a criação do Novo Mercado da BM&FBovespa, em 2000, que passou a exigir mais das empresas participantes em relação a transparência e qualidade da gestão e da informação de dados [governança corporativa]. Antes disso, a maior baixa para o mês foi verificada em 1995 (10,77%).

Nesse cenário, os fundos de ações livres, alternativa para o pequeno investidor que aplica em Bolsa, caíram 5,87% em janeiro deste ano. Vale destacar que os dados divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) sobre fundos de investimento representam uma média e, portanto, não refletem exatamente o resultado para o pequeno investidor já que incluem o desempenho de fundos que exigem aplicação mínima elevada, cobram taxas de administração menores e, por isso, costumam render mais. As perspectivas para o mercado acionário são pessimistas para o ano todo, de acordo com analistas, que afirmam que situação interna continua difícil, com inflação em alta e descontrole dos gastos do governo, e que o cenário externo não colabora para a recuperação dos mercados emergentes com os EUA em recuperação e atraindo cada vez mais investimentos externos para seus mercados em detrimento dos de outros países. 

"Mesmo que o Brasil esteja mais bem preparado que os demais emergentes para lidar com a saída de dólares em meio à retomada dos EUA, o cenário segue negativo para a Bolsa e o câmbio no país", diz Julio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho.
Consultores alertam, porém, que a Bolsa deve ser uma opção de investimento de longo prazo pelo menos cinco anos e que, em um período como esse, os papéis que estão em baixa podem recuperar seu valor e até mesmo superá-lo. Só concretiza o prejuízo o investidor que vende uma ação por preço menor que o de compra.

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