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Campo Grande - MS, sexta, 14 de dezembro de 2018

ALIMENTAÇÃO

Com inflação de alimentos, veja como ter hábitos baratos

10 MAR 2011Por INFOMONEY06h:29

Os alimentos foram os vilões da inflação no ano passado. E, embora os preços dos itens estejam subindo menos que as altas verificadas em 2010, o cenário ainda não é favorável. Segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), em fevereiro, o aumento dos preços dos alimentos foi de 0,23%, contra uma alta de 1,16% em janeiro.

Ainda que os aumentos pesem no bolso de muitos consumidores, esse cenário é oportuno para mudanças em alguns hábitos de consumo pouco conscientes. Em tempos de inflação, é possível economizar e passar a sustentar comportamentos que não só ajudam o bolso, mas também o meio ambiente. “Os consumidores têm várias alternativas para economizar”, ressalta o coordenador de comunicação do Instituto Akatu, Estanislau Maria de Freitas.

A primeira delas, velha conhecida dos consumidores, mas muitas vezes esquecida, é a pesquisa de preços. “Nessa situação de alta de preços, essa é a primeira ação que deve ser adotada pelos consumidores”, afirma.

Consumo consciente
Além disso, contudo, existem outras maneiras de o consumidor não ver a conta com alimentos disparar no final do mês. E para evitar isso, o instituto dá dez dicas para economizar, fazer os alimentos durarem mais e evitar desperdícios.


De olho no calendário - De acordo com Freitas, ficar de olho nos alimentos regionais e da estação pesa menos no bolso. “Esse tipo de produto tende a ser mais barato, porque nele não há custos de frete. E como é um alimento da estação, a oferta é maior, com isso, o preço tende a cair”, afirma. Além disso, há outro fator igualmente atraente. “Esses alimentos também tendem a ser mais gostosos, por estarem mais frescos”, diz Freitas. Por isso, fique de olho no calendário para economizar.
Na cozinha - Detalhes domésticos também podem interferir na validade dos alimentos e na conta final do supermercado. Lavar todas as frutas, verduras e legumes para armazenar na geladeira não é uma boa ideia. “Lave os alimentos somente quando for consumi-los”, afirma Freitas. Ele explica que aquela terra, que parece sugeira, ajuda a aumentar a vida útil dos alimentos. Dessa forma, ele aconselha os consumidores a armazenarem os alimentos do mesmo jeito que compraram.
Aproveite - Quem nunca jogou no lixo aquela batata que estava começando a apodrecer, ou aquela banana que estava começando a ficar mais escura? Atitudes como essa só elevam as estatísticas do desperdício. Segundo Freitas, 1/3 dos alimentos perecíveis que os brasileiros compram vai direto para o lixo: 33%. Para evitar o aumento desses dados, Freitas aconselha a aproveitar as partes boas dos alimentos. “Frutas e verduras, quando começam a estragar, não estragam por inteiro. Então, jogue fora a parte ruim e aproveite a boa”.
Reaproveite - Quando um alimento está doce ou azedo demais, ou quando ele não agradou o gosto do consumidor, ele acaba indo direto para o lixo. Em tempos de preços altos, é melhor esse comportamento ser repensado. “Esses alimentos podem ser reaproveitados”, afirma Freitas. “Use a criatividade, faça algum doce ou crie uma outra receita com esse produto”, aconselha.
Refeições planejadas - Muita gente aproveita o domingo para marcar na agenda os compromissos da semana que começará. Por que não fazer o mesmo com as refeições? Para Freitas, planejar o cardápio da semana ajuda os consumidores a desperdiçarem menos. “Para quem pode fazer as refeições em casa, fazer o cardápio ajuda também porque o consumidor vai comprar menos e economizar mais”, avalia.
Prato feito à sua moda - Para quem não consegue fazer as refeições em casa, existem boas alternativas para o bolso e para o planeta. Por mais fome que você esteja, preste atenção no que você coloca no prato, caso você esteja em um self service. “Não precisa colocar tudo o que vê”, assinala Freitas. Além de ser mais saudável, a prática evita desperdício de comida e dinheiro. Já se você costuma comer o famoso “prato feito”, já deve saber que a combinação, muitas vezes, dá para duas pessoas, de tanta comida. Nessa hora, se não der para dividir o almoço com alguém, tenha aquela conversa com o garçom. “Peça para ele colocar menos daquilo que você não vai comer”, recomenda.
De olho na feira - Quem vai à feira sabe: para atrair os consumidores, os feirantes costumam oferecer frutas para degustação no local. Evitar provar esses alimentos não é só uma questão de higiene. “O problema é que o resto dessas frutas vai parar no chão”, afirma Freitas. Freitas explica que os feirantes são os responsáveis pela limpeza da área ao redor da sua barraca. À Prefeitura cabe apenas fazer aquela limpeza geral ao final da feira. A questão é que essa limpeza custa. E se o feirante não cumpre o seu dever, os custos dessa limpeza podem sair caros para os contribuintes.
A boa e velha lista - Fazer a lista dos itens dos quais precisa antes de ir ao supermercado ajuda os consumidores a economizar tempo, dinheiro e reduzir desperdícios. “Com a lista, você compra apenas o que precisa, não corre o risco de comprar produtos que já têm em casa e, com isso, diminui a quantidade de alimentos que acabam indo para o lixo”, afirma Freitas.
Compras semanais - Fazer a compra do mês não é aconselhável. O ideal, segundo Freitas, é fazer compras menores, apenas para repor a dispensa. “Se você não precisa usar carro para ir ao mercado, o ideal é ir ao supermercado todos os dias, para comprar a necessidade do dia”. De acordo com Freitas, esse comportamento reduz a conta no fim do mês.
Coma antes das compras - Muito se fala sobre isso. E para Freitas é verdade: comer antes de fazer compras permite que elas sejam mais racionais. “Quando você vai ao supermercado com fome, você tende a colocar mais itens de um mesmo produto e mais produtos no carrinho”. Resultado: muita coisa vai para o lixo. E o seu dinheiro também.
 

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