Terça, 20 de Fevereiro de 2018

TRANSPORTE COLETIVO

Com chuva e eleições, demora de ônibus gera reclamações

1 NOV 2010Por bruno grubertt04h:18

Nem parecia domingo. Apesar da tranquilidade na maioria das seções eleitorais da Capital, desde cedo os terminais de ônibus tiveram movimento bem maior do que nos domingos comuns. Apesar da maior demanda, as empresas não disponibilizaram número diferente de veículos, que normalmente é reduzido aos fins de semana. Nas catracas, segundo estimativas feitas por servidores da Agência Municipal de Trânsito (Agetran), houve elevação de 60% no número de passageiros.

O aumento na demanda aliado à falta de planejamento da frota gerou reclamações de passageiros, que tiveram de esperar mais nos pontos ou terminais. "Esses ônibus estão uma porcaria hoje! Demorei três horas para chegar na minha seção eleitoral", reclamou a dona de casa Maria Emília Coronel da Silva. Segundo ela, o mesmo caminho percorrido por ela ontem demoraria menos de uma hora em dias normais.

A chuva, que durou quase todo o dia, também contribuiu para o aumento no movimento dos terminais. Isso porque muitas pessoas que iriam votar ou trabalhar de motocicleta, tiveram de usar os ônibus para não se molhar.

A operadora de telemar-keting, Taianne Xavier, de 19 anos, esperou cerca de 40 minutos no ponto de ônibus e no Terminal Morenão antes de embarcar rumo ao local de trabalho. Somado o tempo de viagem, ela demorou mais de uma hora para chegar ao trabalho. "Se fosse de moto demoraria no máximo uns 12 minutos", disse.

 

Experiência
Não é de hoje e é sabido que andar de ônibus na Capital exige paciência. A demora e a superlotação não são novidades. Ontem à tarde, a reportagem percorreu três terminais em dois ônibus – a linha 070, do Terminal Morenão até o Terminal General Osório e a linha 073, do Terminal General Osório até o Terminal Júlio de Castilho.

A espera em cada um dos terminais ficou em torno dos 20 minutos – os veículos das duas linhas escolhidas passam com frequência maior do que de muitas outras cujo itinerário inclui ruas menores dentro dos bairros, de acordo com lista de horários disponível no terminal eletrônico de consulta instalado pela Agetran.

Fiscais dos terminais e motoristas confirmaram o aumento no número de passageiros, em comparação com domingos normais. Para os motoristas, a movimentação traz outro problema: ter de cumprir o itinerário dentro do tempo, mesmo com funções acumuladas — na maioria dos ônibus não há cobrador, então, o motorista precisa receber o dinheiro, dar o troco e liberar a catraca enquanto dirige. "Aí complica mais, né? Porque você tem que chegar no horário e com mais movimento fica difícil", disse o motorista Jhonny Padilha, de 28 anos.

 Outro lado
Se para os passageiros e motoristas o movimento maior é ruim, para vendedores ambulantes e donos de lanchonetes, fluxo é positivo. Na lanchonete do Terminal Júlio de Castilho houve aumento de vendas.

O mesmo ocorreu com vendedores ambulantes de bolsas, cintos e variedades, no Terminal General Osório. "Hoje está bem melhor. Já deu para tirar um lucro bom", comemorou o ambulante Francenildo Pereira da Silva.

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