Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

BOVESPA

Com alta de 1,4% na semana, Bovespa se aproxima de patamar histórico

15 OUT 2010Por FOLHA ONLINE17h:58

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa ) teve um dia volátil, finalizando o pregão de sexta-feira com um ganho somente modesto. A agenda econômica do dia foi intensa, principalmente nos EUA, onde o titular do banco central reforçou as expectativas por uma nova rodada de estímulos à economia. Mas o que pesou mesmo foi a cautela, já que a semana que vem promete ser intensa. Entre outros eventos previstos para o período, o Copom, comitê que decide a taxa básica de juros do país, volta a se reunir na semana que vem.

O "termômetro" da Bolsa, o índice Ibovespa, subiu apenas 0,19%, acumulando ganho de 1,44% na semana. Foi suficiente, porém, para jogar o nível de preços --na marca dos 72.830 pontos-- para seu patamar mais alto desde 2 de junho de 2008. Vale a lembrança de que, poucos dias antes (20 de maio), a Bolsa havia atingido o seu preço recorde: 73.516 pontos.

Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, retrocedeu 0,29% no encerramento das operações. Já o índice S&P 500, mais abrangente, valorizou 0,20%.

"A agenda da semana que vem deixou os investidores bastante receosos. Nós temos vencimento de opções [sobre ações] na segunda-feira, a reunião do Copom, além da temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos. Acredito também que o mercado está em dúvida. O Ibovespa está perto dos 72 mil pontos, e não se sabe se é o momento de uma boa realização [venda de ações para embolsar os ganhos] ou se vai continuar a subir", comenta Cristiano Lemos, profissional da mesa de operações da Corval Corretora.

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,666, em alta de 0,18%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,666 e R$ 1,652.

Há um consenso bastante forte entre os analistas do setor financeiro de que o Copom não deve mexer na taxa básica de juros na semana que vem. A taxa Selic deve continuar estável, mas somente até o final deste ano.

"Com a inflação corrente novamente pressionada e a produção industrial reacelerando, as expectativas de inflação, que já se encontram acima da meta, devem subir ainda mais, pressionando o Banco Central por uma nova rodada de alta dos juros", avalia Maristella Ansanelli, economista-chefe do banco Fibra, que espera um aumento da taxa Selic ainda no primeiro trimestre de 2011.

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