domingo, 15 de julho de 2018

DOURADOS

Com 9 dias de campanha, a propaganda eleitoral só começa na próxima semana

15 JAN 2011Por Antonio Viegas, de Dourados00h:00

Depois de oito dias de campanha, a Justiça Eleitoral liberou na tarde de ontem o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) aos quatro candidatos à Prefeitura de Dourados para fazer propaganda eleitoral. Sem santinhos ou adesivos, os postulantes à sucessão de Délia Razuk (PMDB) tiveram de investir no corpo a corpo com eleitores. Mesmo com CNPJ em mãos, os candidatos vão ter de gastar sola de sapato até segunda-feira quando receberão das gráficas o material de propaganda eleitoral.

A eleição complementar para prefeito vai acontecer dia 6 de fevereiro, para um mandato de dois anos. A maior coligação, formada por 15 partidos, tenta eleger o ex-vice-governador Murilo Zauith (DEM). Até o Partido dos Trabalhadores (PT) se uniu aos arquirrivais — numa aliança que surpreendeu grande parte da população e provocou um racha entre os próprios petistas — para colocar Murilo na prefeitura. Sem material de propaganda, campanha desse grupo, de acordo com a assessoria, vinha se pautando apenas em reuniões de bairros e encontros com segmentos da sociedade.

O candidato do DEM afirmou que iria aguardar a liberação do cadastro para confeccionar todo o material publicitário e consequentemente trabalhar com os cabos eleitorais nas ruas. A assessoria disse que o Murilo preferiu seguir o que determina a legislação para não incorrer em crime eleitoral e se submeter a punições por conta da ilegalidade.

O mesmo aconteceu com a coligação que apoia Geraldo Sales (PSDC). A assessoria do candidato informou que por conta da falta desse documento, a campanha, que é diferenciada, com um tempo mínimo para apresentação de propostas, estava freada. Ele preferia seguir o que manda a lei e, enquanto isso realizava visitas, aproveitando ao máximo os poucos dias para falar com o eleitor.

José de Araújo, candidato do PSOL também afirmou que direcionou sua campanha para reuniões, enquanto aguardava o documento.

Genival Valeretto (PMN) preferiu utilizar o CNPJ do diretório municipal do partido e lançar parte do material de campanha, para não perder tempo. Ele também tem aproveitado para manter contato com entidades de classe e com moradores.

Já o petista Elias Ishy, contrário à aliança de seu partido com o DEM, registrou sua candidatura à prefeitura, mas o registro foi indeferido pela Justiça Eleitoral. Segundo o cartório eleitoral, ele terá de aguardar o julgamento do recurso para conseguir o CNPJ, caso a decisão seja favorável à sua candidatura.

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