Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

Coleta seletiva de lixo chega a 6,3 mil toneladas

27 SET 2010Por 07h:57

A coleta seletiva informal em Campo Grande manda 6,3 mil toneladas de recicláveis para as esteiras todo mês (35% do lixo produzido na cidade no período). Outros 7,8 mil toneladas por mês continuam indo para aterros.
Cada quilo é vendido a R$ 1, em média, e vale mais se estiver selecionado. Depois do processamento, o reciclado pode custar até 80% do produto novo.
A balança da Metap, pioneira em comprar e revender materiais recicláveis no Estado, não para nunca. As linhas de plástico, metal e papel processam 4 mil toneladas por mês. O preço do quilo é ditado pelo valor do material novo na bolsa de valores. Se a cotação do plástico vai bem na bolsa, vai bem na Metap.  “Isso aqui é commodity”, diz Ricardo Ferreira, apontando para pedaços de plástico no pátio da empresa.
O plástico granulado, que veio da sacola de supermercado recolhida na rua, vale R$ 3; o produto novíssimo, que a indústria acabou de obter do petróleo, é só R$ 0,80 mais caro. Porém, o reciclado tem seus limites. “Não se fabrica embalagem de alimento com plástico reciclado”, ressalta Ferreira.
O desenvolvimento do setor, turbinado pela nova ordem ambiental, mudou a forma como o lixo é visto.  (CHB)

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