Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

SOS

Colapso na Saúde explica retenção de macas no HU

11 NOV 2010Por karine cortez00h:30

Colapso na saúde de Campo Grande tem diminuído a oferta de leitos e forçado os três hospitais públicos a reterem macas das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para oferecer atendimento aos pacientes. O secretário municipal de Saúde, Leandro Mazina, explicou ontem que a situação é mais constante nos finais de semana quando o índice de violência aumenta superlotando a Santa Casa, o Hospital Regional Rosa Pedrossian e o Hospital Universitário (HU). No entanto, é no HU que o problema acontece com mais frequência.

Na manhã de terça-feira duas viaturas do Samu estavam aguardando havia várias horas no estacionamento do Pronto-Socorro do HU, a liberação dos equipamentos. Os veículos haviam chegado durante a noite de segunda-feira no local, mas ficaram “presas” à espera das macas. Motoristas e enfermeiros tiveram que dormir no carro até amanhecer e trocar de plantão.

O secretário ainda contestou a informação do HU de que o Samu tem chegado com pacientes sem passar pela central de regulação de leitos. “Isso não é verdade. O Samu tem a sua própria central que regula os encaminhamentos estando sempre em contato com a central de leitos. O que acontece é que, ocasionalmente, na maioria das vezes aos finais de semana, os três hospitais ficam superlotados”, afirmou.

O secretário disse que residentes e até acadêmicos de Medicina chegaram a enviar comunicados à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) solicitando que não fossem mais encaminhados pacientes para aquela unidade hospitalar. “O HU nos mandou vários comunicados pedindo que o Samu não enviasse pacientes. Mas, na hora em que os três hospitais estão lotados o que vamos fazer? Tenho que entregar o paciente numa unidade hospitalar e não deixar que a viatura fique rodando com ele”, enfatizou.

Providências
Leandro Mazina fez questão de dizer que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) está tomando as providências cabíveis, mas através dos meios legais. “Não posso chegar na porta dos hospitais e obrigá-los a devolverem as macas. Nem mesmo brigar com os administradores”.

O secretário ressaltou que no dia 9 de agosto encaminhou ofício ao diretor-geral do HU, José Carlos Dorsa, pedindo justificativas sobre o documento enviado. “Eu queria saber de quem é a responsabilidade pelo Pronto-Socorro levando em conta que residentes e até estudantes assinavam o comunicado de que não tem vagas. Também pedimos explicações sobre a retenção das macas, mas nenhuma resposta nos foi dada”, disse Leandro.

Diante da negativa do HU, a Sesau protocolou a reclamação no dia 10 de outubro, na Procuradoria da República, levando em conta que o HU é um órgão federal, mas também não obteve resposta até ontem.

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