Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

Inspeção

CNJ avalia irregularidades e diz que suposto mensalão não é prioridade

29 NOV 2010Por VIVIANNE NUNES12h:47

Os trabalhos de inspeção da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já começaram em Mato Grosso do Sul para apurar possíveis irregularidades na Justiça do Estado mas a tão esperada resposta sobre o chamado mensalão do judiciário ainda não veio a tona. Em entrevista coletiva na manhã de hoje no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) o desembargador e assessor especial da corregedoria, Vladmir Passos de Freitas, indagado sobre o caso, respondeu que o grupo veio ao Estado por outras demandas. Questionado sobre ter vindo por causa do mensalão ele respondeu: “Sim e não. Sim porque a notícia precisa ser apurada e nos chegou com muita força e não porque esse é um trabalho feito em todos os Estados”, afirmou.

O magistrado lembra que a equipe de inspeção possui 25 profissionais e a intenção é fazer com que a Justiça seja mais eficiente. “Viemos por mais do que isso”, lembrou fazendo menção ao caso que se tornou público depois que um video foi divulgado pela internet em que o deputado estadual Ari Rigo acusa juízes de receberem propina em troca de “favores”. Freitas lembra que sobre o caso do parlamentar já existem investigações preliminares. “Vamos fazer levamentos na parte administrativa e financeira. Não vamos nos meter em sentença de juiz”, argumentou.

A comissão vai percorrer entre nove e doze municípios do Estado em busca de irregularidades que vão desde a parte administrativa até a financeira em cartórios, varas e outras. “Vamos averiguar o tempo de duranção de audiências. Se é um mês ou se é quatro anos. Se for quatro anos vamos procurar saber o que tem de errado”, afirmou

De acordo com ele, em todo o Brasil existem 26 casos de afastamentos de magistrados. A inspeção já percorreu 17 estados brasileiros e os resultados obtidos foram orientações, mudanças, aprimoramentos, exigências e o afastamento de dezenas de profissionais.

A equipe permanece no Estado por uma semana e não há previsão de quando o relatório das atividades estará pronto.

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