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mercado encolhido

Clubes grandes reduzem investimentos

10 JAN 14 - 14h:45FOLHA PRESS

Sem dinheiro ou competições de peso no primeiro semestre, os principais clubes paulistas colocaram o pé no freio e o mercado de contratações encolheu.

Na comparação entre 2010 e 2014, por exemplo, o número de reforços obtidos por Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, no início da temporada, caiu de 24 para 15 atletas.

Corinthians e São Paulo se recusam a fazer grandes investimentos. O Santos conseguiu o atacante Leandro Damião graças a empréstimo de um fundo de investimento, o Doyen Sports, que tem sede em Malta, considerado paraíso fiscal.

O acordo foi questionado não apenas pelos concorrentes, mas por integrantes da oposição na Vila Belmiro.

O Doyen pagou R$ 49 milhões ao Internacional-RS e será reembolsado pelo Santos. Com juros, o valor a ser pago pode chegar a R$ 60 milhões. A reportagem apurou que, em caso de venda para o exterior, o Doyen ainda fica com 70% do lucro da negociação (o que passar dos R$ 49 milhões originais). O Santos embolsa apenas 30%.

O Palmeiras, que estava na Série B do Brasileiro, vê na apatia dos rivais a chance de conquistar um título em 2014, ano do seu centenário. O assunto foi discutido em reuniões do COF (Comitê de Orientação e Fiscalização). A diretoria trouxe o zagueiro Lúcio e comprou o atacante Leandro.

"Ninguém tem dinheiro, e o futebol está caro. Quem possui atleta de qualidade pede valores que estão fora da realidade do Brasil", afirma o diretor de futebol do Corinthians, Roberto de Andrade.

Além do baixo número de contratações, há também o peso dos nomes. No começo do ano passado, o time adquiriu Alexandre Pato, Renato Augusto e Gil.

Em 2014, Uendel, Wanderson e Bruno Henrique acertaram com o time alvinegro.

"Não acho que o problema é dinheiro. O limite é o mercado. Está tudo muito caro", reclama o vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes.

Até agora, o clube obteve apenas o reforço do lateral Luís Ricardo, ex-Portuguesa.
Fora da Libertadores

Pela primeira vez desde 1998, o estado não terá nenhum representante na Taça Libertadores. A arrecadação é menor por causa disso.

Em 2012, por ter conquistado o título sul-americano, o Corinthians embolsou R$ 30 milhões, entre bilheteria, premiação e patrocínios.

Os grandes paulistas também receberam, há dois anos, bônus pela assinatura de contrato de TV. Foram R$ 30 milhões a mais para cada um.

Outra queixa é a Copa do Mundo no Brasil, o que tira a atenção do futebol estadual. Há reticência dos cartolas em investir em reforços no primeiro semestre, quando as equipes vão disputar apenas o Campeonato Paulista.

"As empresas de marketing não querem colocar tanto dinheiro nos clubes e o mercado fica mais caro. Está bem difícil fazer investimento", constata o presidente do Santos, Odílio Rodrigues.

Apresentado na última segunda-feira como técnico do Corinthians, Mano Menezes foi questionado sobre a possibilidade de receber reforços de peso. Antes que pudesse responder, o diretor de futebol se antecipou: "Se está esperando por isso, é melhor tirar o cavalinho da chuva". 

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