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COMERCIANTES

Clientela e tradição são segredos dos pioneiros da Rua 14

Clientela e tradição são segredos dos pioneiros da Rua 14
09/03/2014 00:00 - DA REDAÇÃO


De avô para pai, filho, neto... a clientela e a tradição dos pioneiros do comércio da Rua 14 Julho são transmitidas a cada geração. Segundo matéria publicada na edição deste domingo do jornal Correio do Estado, a arte de vender produtos e serviços é mantida como segredo de negócio em alguns pontos tradicionais, que, por si, só contam um pouquinho da história da via, enquanto resistem às décadas. Outros, mesmo inaugurados há mais de meio século, são exemplo de inovação e empreendedorismo, sem perder as raízes.

Em clima de família (a mãe e cinco dos oito filhos trabalham juntos), os empresários do Salão Caicó ensinam que a receita para se manter como único do segmento na via, há 50 anos, é à base de simpatia e boa prosa. “Mão de obra boa, de confiança, é o que mantém os clientes de mais de 20 anos. Aqui, vem o juiz, o médico, a pessoa mais simples, e todos são tratados da mesma forma, com a mesma atenção”, dispara a apontada como “chefe maior” pelos filhos, Maria Rangel da Silva, 78 anos, que, desde a morte do marido, assumiu o posto de proprietária.

A barba, o corte, a pintura do cabelo das mulheres até foram inovados, pois “muita coisa nova apareceu, e os clientes pedem”, mas é só entrar no salão para ver que muitas coisas parecem intactas, como a fidelidade da clientela, que vai chegando sem cerimônia (mesmo que seja só para usar o banheiro) e ajuda a compor o cenário que leva a reviver histórias das décadas passadas. “Às 6h, já tinha fazendeiro, pessoal do interior, esperando para fazer a barba. O movimento dava para sustentar os 10 filhos”, lembra. A reportagem é de Paula Vitorino.

Felpuda


Acontecimentos policiais de grande repercussão deverão refletir seriamente na jornada de uns e de outros. Os cortes nos “tentáculos do polvo” os deixaram sem respaldo para enfrentar a maratona que há tempos participam, e com sucesso. Ao mesmo tempo que ficaram sem o aconchego financeiro, afastaram-se do abraço, até então muito amigo, preocupados com o ditado popular que afirma:  “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.