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Classe D puxa aumento de 14% nas vendas de motos

10 ABR 10 - 21h:08

Carlos Henrique Braga

 

A classe D chegou ao mercado consumidor, e chegou de moto. Depois de um ano de restrição no crédito, financeiras e bancos estão mais flexíveis e famílias com renda de até R$ 1000 tornaram-se principais clientes nas concessionárias de Campo Grande. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que o emplacamento de motocicletas no Estado em março (2,9 mil) foi 14,3% superior ao número registrado no mesmo mês do ano anterior (2,5 mil). Neste ano, novos veículos já somam 7,2 mil, número 12% superior ao de 2009. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS), 224,4 mil motos circularam em MS em dezembro; carros somaram 404,3 mil.

"Eles estão conseguindo encaixar a parcela da moto no orçamento", diz o vice-presidente do segmento duas rodas da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave/MS), Carlos Humberto Canale. A mensalidade de um consórcio, por exemplo, é equivalente ao valor gasto no mês para ir e voltar do trabalho de ônibus. A pressa em consumir da classe D faz Canale acreditar que o número de motos vendidas em MS vai superar o de carros nos próximos dois anos.

O fabricante de placas, Fernando Flores, de 22 anos, optou pela moto para deixar de andar a pé. "É mais econômica", garante Flores, com uma ressalva: "o problema são os motoristas, que jogam os carros para cima da gente". A manutenção é fator decisivo na escolha do meio de transporte. Segundo revendedores, trocas de óleo e pneus são os principais custos que pesam no bolso do motociclista.

Em duas revendas de marcas líderes do setor na Capital, Honda e Yamaha, 70% dos clientes, em média, preferem financiar o veículo, mesmo pagando juros de até 1,99% ao mês. Segundo o gerente da Covel, licenciada Honda, José Augusto Abrão Nachif, as vendas aumentaram 30% na comparação com os meses de março de 2010 e 2009. O índice de aproveitamento da loja, que mostra quantos interessados fecham negócio, é de 30%, superior à média nacional, de 25%. Em meados do ano passado, período crítico no setor de crédito em todo o mundo, esse índice chegou a magros 16%.

 

Mais crédito

A crise nos mercados mundiais, intensificada em 2009, freou o crédito. Segundo o diretor da Fenabrave, o dinheiro destinado ao financiamento de motos foi o primeiro a sofrer cortes por representar mais riscos de calote. O temor de não receber fez os juros médios mensais saltarem dos atuais 1,99% para quase 3%. "As financeiras aumentaram as exigências e pediam até entrada de 20%", recorda.

Com a crise no retrovisor, as revendas vão continuar apostando na classe D. Na Dismoto, autorizada Yamaha, as vendas aumentaram 40% em março — 80% das compras foram financiadas. O valor médio do financiamento é de R$ 240, em até 72 vezes, como na concessionária Honda. O consórcio — livre de juros, mas com taxas de administração de até 18% ao ano — oferece mensalidades a partir de R$ 120 na Dismoto e R$ 80 para o modelo popular na Covel. A espera é longa: até 80 meses.

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