domingo, 22 de julho de 2018

Santa Casa de Campo Grande

Cirurgias atrasam após interdição em hospital

13 DEZ 2010Por 02h:50

O centro cirúrgico da Santa Casa de Campo Grande, que ficou fechado neste sábado (11) por conta de um vazamento no sistema de caixas-d’água do hospital, continua parcialmente interditado. Em 14 das 16 salas de cirurgias pacientes voltaram a ser atendidos, mas o fechamento da ala por quase oito horas atrasou o andamento das operações.

Cirurgias mais complexas e de pacientes cujo estado de saúde é grave têm prioridade, enquanto pessoas em situação "menos complicada" não têm nem previsão de quando passarão por operações. É o caso do irmão de Matilde Ribeiro, 46 anos. Frederico Menacho, 44, caiu do telhado de uma casa no dia 21 de novembro e desde o dia 27 do mesmo mês está internado na Santa Casa aguardando "vaga" para fazer cirurgia. Por conta da queda, ele perdeu o movimento das pernas e precisa passar por intervenções na coluna, mas até agora o procedimento não foi realizado. "A cirurgia dele estava marcada para as 10h de ontem (sábado), mas disseram que não iam poder fazer porque fecharam o centro cirúrgico. Agora disseram que vão marcar, mas não sabem para quando".

O cunhado de Marina Gamarra, 42 anos, também aguarda por cirurgia ortopédica, mas a família não sabe quando conseguirá "vaga" para ele. Brás Fernandas, 41, sofreu acidente de motocicleta no início da manhã de sábado e até as 9h de ontem não havia passado por intervenção cirúrgica. "Ele quebrou o pulso e disseram que como não corre risco de morte vai ficar no fim da fila".

O irmão de Wagner de Oliveira Teodorico, de 52 anos, que denunciou a situação da Santa Casa ao Correio do Estado, conseguiu fazer a cirurgia às 23h de sábado. Ele rompeu o ligamento da mão em um acidente de trabalho e seria operado às 20h de sexta-feira.

O problema
No sábado o vazamento de uma das caixas-d’água que abastecem o hospital fez o Corpo de Bombeiros determinar a interdição das 16 salas do centro cirúrgico. Inicialmente, o problema havia atingido somente uma das salas de operação, mas como a água que vazou havia atingido o sistema elétrico, por conta do risco de haver curto-circuito, as outras salas também foram fechadas.

O vazamento foi detectado na noite de sexta-feira, quando o serviço de manutenção do hospital decidiu esvaziar uma das caixa-d’água e desviar o encanamento que passava por cima do centro cirúrgico. Nesse dia, o abastecimento de água do hospital foi interrompido por cerca de três horas. A "manobra" não deu certo, já que os canos para onde a água foi desviada não suportaram a vasão. A laje do segundo andar, onde fica o centro cirúrgico, ficou inundada e a estrutura de gesso de uma das salas cedeu.

O setor passou quase o dia todo interditado. Às 18h, depois que um engenheiro-eletricista contratado pela instituição garantiu que a parte elétrica não estava comprometida, as cirurgias foram retomadas. (AZ)

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