quarta, 18 de julho de 2018

FURACÃO EM DOURADOS

Cinco vereadores denunciados querem a "cabeça" de Artuzi

20 SET 2010Por 19h:41

Fábio Dorta, de Dourados
 
Os trabalhos da Comissão Processante ainda não começaram, mas cinco dos onze vereadores – que caíram na Operação Uragano da Polícia Federal e foram denunciados pelo Ministério Público do Estado por participarem do esquema de corrupção na Prefeitura de Dourados – já anteciparam os votos pela cassação do mandato do prefeito afastado Ari Artuzi (PDT), que se encontra preso no 3º Distrito Policial de Campo Grande. Mesmo denunciados por serem beneficiados com a propina que recebiam da prefeitura, eles querem a “cabeça” de Artuzi.
A instalação da Comissão foi decidida na tumultuada sessão da última segunda-feira, dia 13, depois da aprovação do relatório final da CPI da Saúde, que apontou diversas irregularidades nas contas de Secretaria Municipal de Saúde.
Os três integrantes da Comissão Processante (presidente, relator e membro) deverão ser nomeados pela Mesa Diretora da Câmara no início desta semana. Para que Artuzi seja cassado, são necessários oito votos favoráveis dos 12 integrantes do Legislativo, ou seja, dois terços do total de vereadores.
Disseram que já se definiram pelo voto favorável à cassação do mandato de Artuzi os vereadores Gino Ferreira – suplente de senador de Waldemir Moka (PMDB) e um dos denunciados –, Marcelo Barros e Cido Medeiros, todos do Democratas (DEM), além de Aurélio Bonatto (PDT) e Dirceu Longhi (PT), que foi o presidente da CPI da Saúde e apresentou o relatório aprovado em plenário.
Albino Mendes e Cemar Arnal, que são do PR, informaram que ainda estão analisando o relatório da CPI, porque eram suplentes e tomaram posse apenas na sessão de segunda-feira. “Vou me debruçar sobre o conteúdo relatório e, provavelmente na segunda-feira (hoje) eu já tenha uma decisão tomada”, afirmou Arnal.
Albino Mendes, que assumiu o cargo no lugar de Humberto Teixeira Júnior (PDT), que está preso e pediu licença por 30 dias, também demonstrou cautela. “Tomei posse na última segunda-feira, exatamente no dia em que o relatório foi apresentado e estou tomando pé da situação. Ele disse, no entanto, que se as provas foram consistentes deverá votar pelo impeachment.
Assessores da presidente da Câmara Délia Razuk (PMDB) informaram que não estão autorizados a falar sobre o assunto. A vereadora não atendeu as ligações feitas pela reportagem ao seu telefone celular. Já os vereadores Júlio Artuzi (PRB), José Carlos Cimatti (PSB) e Zezinho da Farmácia (PSDB) disseram, por meio da assessoria de imprensa do Legislativo, que só irão se posicionar depois que os membros da Comissão Processante fore m definidos. O vereador Sidlei Alves (DEM) não pode ser ouvido porque ainda está preso.

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