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Cientistas criam algoritmo que rastreia crimes e até epidemias

11 AGO 12 - 05h:00terra

Cientistas na Suíça informaram nesta sexta-feira ter desenvolvido um software capaz de rastrear rapidamente até a origem suspeitos de terrorismo, vírus de computador, fontes de boatos e até mesmo doenças infecciosas.

"Usando nosso método, podemos descobrir a origem de todos os tipos de coisas que circulam em uma rede apenas 'ouvindo' um número limitado de membros da rede", explicou o pesquisador português Pedro Pinto, da Escola Politécnica Federal de Lausanne.

O programa, conhecido como um algoritmo, funciona rastreando o caminho percorrido por uma informação a partir da fonte.

Um fator-chave é usar o tempo no qual os dados são transmitidos de emissor para receptor para ajudar os investigadores a seguirem o caminho da forma mais direta possível, eliminando rotas falsas.

Em artigo publicado no periódico científico Physical Review Letters, a equipe de Pinto testou o algoritmo em um conhecido labirinto de dados para ver se a ferramenta conseguiria apontar os indivíduos por trás dos ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

"Ao reconstruir a troca de mensagens dentro da rede do 11 de setembro, extraídas de notícias publicadas, nosso sistema deu os nomes de três suspeitos em potencial: um dos quais foi apontado como o mentor dos ataques, segundo a investigação oficial", afirmou.

Tomando sites de relacionamento como outro exemplo, Pinto disse que indivíduos poderiam usar o algoritmo para descobrir quem iniciou um boato postado para 500 contatos examinando os posts recebidos por apenas 15 a 20 deles.

O mesmo algoritmo poderia ser usado, ainda, para identificar a origem de mensagens indesejadas na internet ("spams") ou de um vírus de computador, explicou Pinto, pesquisador de pós-doutorado do Laboratório EPFL de Comunicações Audivisuais.

A inovação também pode ser usada para ajudar epidemiologistas, acrescentou. Pinto rastretou a fonte de um surto de cólera, na África do Sul, após aplicar a fórmula na água e nas redes de transporte.

A criação também poderia ser aproveitada por publicitários especializados em campanhas de marketing viral, facilitando sua localização antecipadamente, disse Pinto.

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