segunda, 23 de julho de 2018

Cientistas brasileiros e britânicos criam parceria para estudar degradação de florestas

19 JUN 2012Por AGÊNCIA BRASIL21h:00

Pesquisadores brasileiros e britânicos vão trocar conhecimento sobre estudos de degradação de florestas no Brasil e na Malásia e, a partir disso, desenvolver tecnologias de recuperação do ecossistema. O programa de pesquisa colaborativa foi lançado hoje (19) na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A Fapesp e o Natural Environment Research Council (Nerc), um dos sete Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, em inglês), irão financiar o programa, avaliado em R$ 10 milhões, com duração de cinco anos. Os pesquisadores interessados poderão apresentar as suas propostas até o próximo dia 16 de agosto. A chamada já está disponível no site da instituição.

De acordo com a Fapesp, os estudos serão desenvolvidos por meio do Programa sobre Processos da Biodiversidade e de Ecossistemas em Florestas Tropicais Modificadas pelo Homem (Biodiversity and Ecosystem Processes in Human-Modified Tropical Forests), que irá apoiar projetos de pesquisa de campo em Sabah, Malásia, e, no Brasil, para investigar como as mudanças em florestas tropicais afetam a biodiversidade, os serviços ambientais e o clima. Esse trabalho inclui as experiências já em andamento nos programas Biota e sobre Mudanças Climáticas Globais, e poderá utilizar a infraestrutura criada pela Fapesp tanto na Mata Atlântica como na Região Amazônica, onde a instituição apoia estudos do Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA).

O pesquisador Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP), disse que o estudo comparativo permitirá saber quais foram os danos e os processos bioquímicos e biológicos associados às alterações, bem como buscar meios de remediar e recuperar as áreas degradadas.“É um projeto interessante porque permite, pela primeira vez no Brasil, uma análise comparativa de duas regiões de florestas tropicais distintas. E o Brasil precisa entender melhor os processos dos seus próprios ecossistemas”, defendeu o cientista.

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