quarta, 18 de julho de 2018

Cidade sofre com falta de mercado e infraestrutura

13 OUT 2010Por 02h:11

A concorrência por empreendimentos é acirrada entre as cidades. No entanto, os benefícios do Estado, como a redução do ICMS, são os mesmos em qualquer lugar. Assim, Rochedo, distante 400 quilômetros da divisa com São Paulo,  não tem chances de disputar com Três Lagoas, situada na divisa com o maior mercado consumidor do País.
No período de retração, entre 2002 e 2007, o PIB industrial de Rochedo caiu 45,7%, de R$ 4,1 milhões para R$ 2,2 milhões, resultado que a fez despencar de 47º maior produto interno da indústria para 74º. A causa do retrocesso foi o fechamento do único grande empregador da cidade, o frigorífico, em 2006. “Quando fechou tivemos um problema social, porque a prefeitura não consegue atender tantas pessoas desempregadas”, diz o prefeito, Adão Pedro Arantes (PDT).
Em 2008, a empresa reabriu e contratou outros funcionários, mas quem foi embora, não voltou. Com baixa atração de indústrias, o índice de rateio do ICMS é o menor do Estado (0,22%) e deve cair mais. “Se o Governo do Estado não mudar essa política de incentivos, que não beneficia todas as regiões, vamos ter menor participação ainda”, prevê Arantes.
A velha máxima política de “trocar impostos por empregos” é a tábua de salvação dessas cidades. Assim como Chapadão, Ponta Porã reduz os impostos Sobre Serviços (ISS) e Predial e Territorial Urbano (IPTU) para fisgar investidores. A redução pode vigorar por uma década. Só assim a cidade na fronteira com o Paraguai conseguiu atrair fábricas de macarrão, fécula de mandioca e frigorífico. “Houve estagnação sim, mas depois, em 2008, houve crescimento gradativo”, defende Nunes. (CHB)

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