Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

HORTALIÇAS E FRUTAS

Chuvas elevam preços de verduras em 20%

12 JAN 2011Por ADRIANA MOLINA00h:00

As chuvas que começaram a cair na última quinta-feira, em Campo Grande, e que também têm ocorrido desde o início do mês em outros estados brasileiros, além de causar prejuízos de alagamentos e destruição de ruas e casas, já começam a refletir no bolso do consumidor. Frutas, verduras e folhosas ficaram cerca de 20% mais caras desde a primeira semana de janeiro na Capital, segundo levantamento da Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa-MS).

O índice é puxado basicamente por quatro produtos: alface, cenoura, laranja lima e chuchu. O primeiro, já apresenta alta de 41,76% entre 31 de dezembro e 10 de janeiro. A caixa com 18 pés, na Ceasa-MS – entidade que baliza os preços do mercado estadual – passou de R$ 9,17 para R$ 13. Como para o consumidor final, há a inclusão da margem de lucro dos supermercados e sacolões, em torno de 30%, o que significa que cada pé do produto, no varejo, saltou de, em média R$ 0,65 para R$ 0,93.

A cenoura foi outra que teve acréscimo expressivo, de 68,18%. A saca de 20 quilos subiu de R$ 20,81 para R$ 35; ou o quilo, preço final, de R$ 1,35 para R$ 2,27, em média. Já a laranja lima, variou 36,9%, a saca com 20 quilos, saindo de R$ 51,13 em dezembro, para atuais R$ 70. Isso representa, nas gôndolas dos mercados e sacolões, um avanço no quilo de R$ 3,31 para R$ 4,55, aproximadamente.

E, o chuchu, foi o que ficou mais caro em 10 dias na Capital – cerca de 74,04%. De acordo com a Ceasa-MS, a caixa com 20 quilos saiu de R$ 20,11 para R$ 35 no período, o que, para o consumidor, representa alta de R$ 1,30 para R$ 2,27 o quilo.

Segundo o gerente da divisão de mercado da Ceasa-MS, Cristiano Chaves, cerca de 85% dos hortifrutis consumidos em Mato Grosso do Sul vêm de outros estados, e que, as chuvas nas principais regiões produtoras, têm prejudicado não só a quantidade, mas também a qualidade do que se é produzido.

“Até produtos que em outras épocas somos autossuficientes em produção, como alface, em períodos como esse, de chuvas, estamos tendo de importar de estados como São Paulo para poder conseguir atender à demanda. E, como lá também está chovendo, a qualidade não é a mesma de outras épocas do ano, fazendo com que, além de caros, eles também não tenham muita durabilidade”, explica.

Quedas
Mas nem tudo da sessão de hortifrutis ficou mais caro por conta do período das águas. Alguns produtos, como limão Thaithy, tomate longa vida e pepino comum, tiveram seus preços reduzidos na última semana.

De acordo com o levantamento da Ceasa-MS, o limão Thaity foi o que apresentou maior queda, de 39,46%. A saca de 20 quilos baixou de R$ 33,04 para R$ 20. Em seguida, o tomate longa vida, cujo os preços reduziram 15,8%. A caixa de 20 quilos passou de R$ 23,76 para R$ 20.

Já o pepino comum, na Central, saiu de R$ 22,43 para R$ 20. Os valores representam decréscimo de 10,83%.

Leia Também