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quinta, 21 de fevereiro de 2019 - 12h59min

Chuvas e deslizamentos no Rio provocaram 205 mortes

10 ABR 10 - 21h:01

RIO

 

O Corpo de Bombeiros registrou, até as 19h de ontem, 205 mortes causadas pelas chuvas e deslizamentos que atingem o Estado do Rio de Janeiro desde segunda-feira. Outras 161 pessoas ficaram feridas por causa das tempestades, elevando as vítimas para 360. O Corpo de Bombeiros chegou a informar que o número de mortos havia dobrado na capital fluminense, elevando o número de vítimas no Estado para 256, mas corrigiu a informação. A assessoria da corporação disse que houve um erro de digitação no sistema.

Somente a cidade de Niterói, na região metropolitana, registrou 125 mortes, informou a assessoria do Corpo de Bombeiros. Na noite de quarta-feira, um deslizamento no morro do Bumba, em Viçoso Jardim, zona norte de Niterói, deixou pelo menos 26 mortes e dezenas de residências destruídas. As equipes de resgate retiraram com vida do local 21 pessoas.

Cinquenta PMs fazem o isolamento do local, enquanto 90 Bombeiros trabalham nos resgates junto com 18 homens da Força Nacional. Vinte e quatro operam as máquinas: oito escavadeiras de grande porte e quatro retroescavadeiras.

Entre os mortos estão uma criança, cuja idade não foi identificada, e uma mulher. Outros três corpos, de três mulheres, foram encontrados nos escombros. Um deles foi identificado como sendo de Nádia Carvalho, 37 anos.

O deslizamento ocorreu aproximadamente às 19h30min, soterrando cerca de 50 casas. As equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local às 20h50min. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio, coronel Paulo Machado, disse que encontrar sobreviventes em casos como esse é mais difícil que no terremoto no Haiti, onde foram encontradas pessoas vivas após 15 dias de buscas.

 

Morro do Bumba

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou ontem que o número de mortos no deslizamento do morro do Bumba, em Niterói, pode chegar a 150. Cabral esteve no local da tragédia, onde acompanhou o trabalho de resgate das vítimas, sob toneladas de lama de um antigo lixão que vieram abaixo.

"É um número estarrecedor. Uma previsão dramática, muito dura, possivelmente mais de cem corpos. Entre 100 e 150, pelos cálculos do Corpo de Bombeiros e pelas informações levantadas", disse o governador. Segundo Cabral, o Exército se prontificou a erguer dois hospitais de campanha no município de São Gonçalo, vizinho de Niterói, atingido fortemente pelas chuvas.

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu inquérito civil para cobrar medidas dos governos municipais do Rio e de Niterói com relação aos problemas ocorridos após as chuvas em ambas as cidades. Os promotores querem saber que ações as prefeituras carioca e niteroiense tomaram nas áreas de saneamento, reguralização de lixões e de ocupações em áreas irregulares.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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