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Campo Grande - MS, quinta, 13 de dezembro de 2018

Chuva provoca catástrofe no Rio de Janeiro

7 ABR 2010Por 22h:58
Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro registrou volume de chuva recorde para um único dia – o maior em pelo menos 44 anos –, causando estragos, deslizamentos e 103 mortes em vários locais da região metropolitana desde a noite de segunda até a tarde de ontem. As zonas oeste e norte foram as mais atingidas, especialmente as regiões perto do centro da capital carioca, pois só na cidade do Rio, as mortes chegam a 35.
Bairros ficaram ilhados e sem energia. Ainda na tarde de ontem, havia registros de grandes volumes de água em toda a cidade, segundo o Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Georio). Em outros municípios da região metropolitana, como Duque de Caxias, também ocorreram estragos.
Muitos moradores relataram momentos de perigo e medo. “Agora depois da enchente eu passei na casa de cima. Se eu estivesse lá embaixo eu morreria, porque desta vez a água atingiu o teto”, disse a técnica em enfermagem aposentada Dalmair dos Santos Lima, 70 anos, moradora de São Gonçalo.
Pelo menos 200 pessoas foram resgatadas por técnicos da Defesa Civil na cidade do Rio de janeiro desde o início das chuvas a tarde de ontem. As encostas de todo o Rio correm risco de desabamento.

Volume
Institutos de meteorologia apontam que a precipitação é a maior das últimas décadas. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os dados indicam que a quantidade foi a mais elevada desde 1962, há 48 anos, quando foi registrado o maior volume em único dia pela série histórica (a medição é feita desde 1917). Já segundo a Prefeitura do Rio, o volume registrado bateu o das chuvas de 1966, há 44 anos, quando tempestades também causaram estragos no município.
O Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Georio), que analisa os dados pluviométricos de 32 locais da cidade, aponta que, a maioria registrou chuvas acima de 167 milímetros. Em Vidigal choveu 258 milímetros em 24 horas; na Rocinha choveu 299 milímetros; na Tijuca, 274 milímetros; e no Jardim Botânico, 296 milímetros.

Histórico
Somente nos seis primeiros dias deste mês, já choveu na maioria das estações mais do que em todos os meses de abril desde o início da série histórica, de 1997. Dados do arquivo do Inmet em Brasília (DF) apontam que, no dia 16 de janeiro de 1962, quando fortes chuvas também causaram estragos no município, o volume havia sido de 167,4 milímetros em 24 horas - o Inmet mede os dados na capital carioca desde 1917.
O instituto ainda não tinha dados das últimas 24 horas, porque, segundo Lúcio de Souza, meteorologista do instituto no Rio, os técnicos não conseguiram chegar ao trabalho ontem. A estimativa de ser a maior chuva desde 1962 é feita com base nos dados do Georio.

Causas
De acordo com meteorologistas ouvidos pelo G1, as chuvas fortes que atingem o rio são “anormais” para a época causadas por dois fatores: o calor acumulado na atmosfera, uma vez que as temperaturas registradas na cidade foram muito elevadas no verão e uma frente fria que passou pela região.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, destacou que a “grande causa” das mortes são as ocupações irregulares. “Entre os mortos, todos praticamente (estavam) em áreas de risco”, disse, em entrevista por telefone à Globo News, no começo da tarde desta terça-feira (6). “Pediria pelo amor de Deus que as pessoas que estão em áreas de risco saiam, procurem centros sociais”, completou.
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