Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

RETROSPECTIVA

Chuva intensa e prejuízos marcaram 2010

31 DEZ 2010Por VIVIANNE NUNES16h:00

O ano de 2010 teve início com uma tragédia registrada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, onde um deslizamento de terras onde pelo menos 24 pessoas morreram soterradas em uma pousada na Praia do Pananal e em outras sete casas atingidas no Morro da Carioca, região central da Cidade.

Em Campo Grande, no mato Grosso do Sul, a chuva intensa causou estragos na Rua Ceará, onde parte do aterro cedeu piorando a vazão da água do Córrego Prosa. Medidas emergenciais foram tomadas mas a cratera acabou aumentando cada vez mais, o que causou a interdição do local, no cruzamento com a Rua Ricardo Brandão, via de principal acesso da cidade, durante quase todo o ano de 2010.

Em Três Lagoas, no dia 7 de janeiro, Breno Henrique Santos de Oliveira, 4 anos, morreu afogado depois de cair em uma galeria de água pluvial durante o temporal. O garoto brincava com o irmão de este anos e outras crianças no Jardim Brasília, quando teria escorregado de uma ponte improvisada no local.

No dia 8 de janeiro uma chuva que durou cerca de 30 minutos alagou casas e ruas, causando transtornos na região do Parque dos Poderes e saída para Cuiabá, no final da tarde de ontem

em Campo Grande. Moradores da Vila Nascente, Estrela Dalva e Taquaral Bosque sofreram com as inundações. Na esquina da Avenida Hiroshima com o final da Avenida Mato Grosso, a enxurrada arrastou dois carros e inundou um posto de combustível.

Mortes nas estradas aumentam 100%

Ainda no início deste ano já era registrado um aumento de 100% no número de mortes registradas durante as festas de fim de ano com relação ao mesmo período de 2008. No total, 22 pessoas morreram em acidentes nas vias federais e estaduais em Mato Grosso do Sul durante o período. Para a Polícia Rodoviária Federal, Um dos fatores que podem ter contribuído para a violência foi a falta de atenção dos motoristas e a chuva, que persistiu por vários dias. No dia 3 de janeiro cinco pessoas morreram em um acidente ocorrido na rodovia MS-376 entre Vicentia e Jateí, no interior do Estado. O carro em que estavam colidiu de frente com uma carreta carregada de carvão. Os ocupantes do veículo eram de Deodápolis e três eram irmãos. Chovia muito no momento do acidente confirmando os dados da polícia que indicam o mau tempo como o principal fator para o aumento nos índices de acidente.

Chuva prejudica a produção de hortaliças, colheita de soja e faz preço do etanol disparar no Estado

O excesso de chuvas registrado no mês de janeiro deste ano prejudicou as plantações de hortaliças e elevou os preços ao cunsumidor da capitalem até 40%. Nas bancas, o p´e de alface chegou a custar entre R$ 1,4 e R$ 2,6.

O grande volume de água, que começou a cair entre dezembro do ano anterior e janeiro de 2010 também atrapalhou o processamento de cana-de-açúcar e trouxe prejuízos ao setor fazendo com que os preços do etanol (álcool combustível) aumentasse em 21%. A perda de 95 milhões de litros contabilizou um prejuízo de R$ 170 milhões aos caixas das empresas do setor.

Nos dois primeiros meses deste ano que está prestes a chegar ao fim, as chuvas fizeram com que muitos municípios fossem obrigados a decretar situação de emergência e atrapalharam também a colheita da soja, principalmente nas regiões norte e sul do Estado.

A principal manchete do Jornal Correio do Estado na edição do dia 14 de janeiro fala sobre a destruição causada no Estado pelo grande volume de precipitações. As chuvas castigaram, alémde Campo Grande com atraso de obras, outros municípios como Aquidauana, onde os ribeirinhos ficaram desalojados. Em Corumbá, bairros de Corumbá enfrentam ameaças de deslizamentos e a rodovia BR-267, no km 31, em Bataguassu, corre o risco de desmoronamento.

Os prejuízos tiverm continuidade em fevereiro sendo que no dia 27, uma tromba d´água “arrasou Campo Grande”. A chuva durou cerca de noventa minutos no começo da noite e provocou caos, pânico e estragos nas regiões central e norte de Campo Grande. Os córregos Prosa, Sóter e Vendas transbordaram, destruíram vias públias, arrastaram carros e invadiram dezenas de estabelecimentos comerciais e residenciais. Na ocasião, o muro da Rua Ceará, que ainda restava sobre o Córrego Prosa, desmoronou e uma gigantesca cratera se abriu sob o viaduto, que precisou ser interditado nos dois sentidos. A força da água, que impediu o tráfego em toda a região do Shopping Campo Grande por cerca de uma hora, também destruiu parte do Residencial Cachoeirinha. Um ônibus, com 15 passageiros, ficou ilhado na Via Parque e seus ocupantes foram resgatados pelos bombeiros.

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