quarta, 18 de julho de 2018

Protecionismo

China e bloco de 20 países falam em reduzir barreiras comerciais

15 NOV 2010Por AGÊNCIA ESTADO, Londres06h:15

O presidente chinês, Hu Jintao, advertiu que o “protecionismo aumentou de maneira notável em várias formas” na região Ásia-Pacífico, em discurso pronunciado antes da conclusão, neste domingo, do Fórum da Apec em Yokohama. Na apresentação feita para os demais líderes, Hu Jintao afirmou também que seu país pretende manter “relações de boa vizinhança e amizade” na região.

“O protecionismo aumentou. Devemos tomar medidas concretas” contra isto, disse Hu no encerramento da cúpula. É preciso “manter nosso compromisso de não estabelecer novas barreiras a bens, investimentos e serviços”, acrescentou. Hu referiu-se, também, ao projeto de criação de grande zona de livre comércio entre os países da região Ásia-Pacífico e destacou que a China “apoia a aceleração de estudos mais profundos” sobre este objetivo.

Os líderes da APEC concordaram neste domingo em dar “passos concretos” para a criação de um grande Tratado de Livre Comércio Transpacífico (FTAAP), que englobe suas 21 economias, segundo comunicado divulgado ao final de sua cúpula. “Pedimos à Apec dar passos concretos para a concretização desse tratado - um instrumento básico para conseguirmos avançar na agenda da integração econômica”, indicaram seus líderes na declaração final do encontro.

O Fórum aprovou, além disso, pela primeira vez, uma “estratégia de crescimento” voltada para uma “reativação duradoura” e prometeu “evitar toda a desvalorização competitiva” de moedas, na mesma sintonia que a recente cúpula de Seul do G20 do qual são membros nove países Apec (EUA, Austrália, México, Japão, China, Canadá, Rússia, Coreia do Sul e Indonésia).

O Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) reúne 21 membros (entre eles Peru, Chile e México) que representam em conjunto 40,5% da população do mundo, 54,2% do PIB (Produto Interno Bruto) planetário e 43,7% do comércio global. Para a APEC, a luta a favor do livre comércio e contra o protecionismo é prioridade, daí o objetivo final de criação de ampla zona sem barreiras tarifárias.

Até então, o projeto não estava bem definido, sendo mais uma espécie de declaração de princípios.

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