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DADOS

China diz há 32 milhões de desempregados no País

8 MAR 2011Por AGÊNCIAS INTERNACIONAIS08h:05

O governo da China, usualmente reticente quanto à publicação de dados nacionais de desemprego, reconheceu nesta terça-feira através de seu ministro de Recursos Humanos e Seguridade Social, Yin Weimin, que 32 milhões de pessoas estão sem trabalho atualmente no país.

Em entrevista coletiva concedida nesta terça em ocasião da sessão anual da Assembleia Nacional Popular (Legislativo chinês), o ministro detalhou que oito milhões de pessoas em áreas rurais e 24 milhões nas regiões urbanas aguardam um emprego.

Há nas cidades 14 milhões de pessoas desempregadas que têm diploma universitário, em um país onde ano após ano aumenta de forma preocupante o desemprego entre os jovens com formação superior.

O governo chinês não publica números completos relativos ao desemprego por temor de que gere instabilidade social, e reconhece apenas que a taxa de desemprego nas cidades chinesas (onde vive menos da metade da população total) é atualmente de 4,6%.

No sábado, em discurso sobre os objetivos estatais para os próximos cinco anos, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, destacou que o governo projeta criar nove milhões de postos de trabalho nas cidades chinesas em 2011, e 45 milhões até 2015.

Em 2011, o regime comunista investirá 42,3 bilhões de iuanes (US$ 6,4 bilhões) na criação de empregos, dando "prioridade aos graduados universitários", em palavras do chefe de governo.

MUDANÇAS

Na segunda-feira Jiabao assegurou que o país "erradicará basicamente" a pobreza até o ano de 2020 e que mais pessoas receberão auxílio financeiro do governo nos próximos anos.

Atualmente, a linha de pobreza fixada pela China está em 1.196 iuanes por ano, ou R$ 310 (em torno de R$ 0,85 por dia), mas o índice será elevado, destacou Wen na Assembleia Nacional Popular.

Em seu discurso no último sábado, Wen também prometeu uma política especialmente focada no social, para acalmar os protestos pela corrupção, desigualdade e numerosos conflitos por terra e moradias.

Com Efe
 

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