Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

INVESTIMENTO

Chile promete aumentar segurança em suas minas

19 OUT 2010Por 04h:05

LONDRES

O presidente chileno, Sebastián Piñera, prometeu ontem intensificar a segurança nas minas do Chile, mesmo que isso implique custos adicionais para os proprietários, após o resgate dramático de 33 mineiros que ficaram presos debaixo da terra.
Ainda desfrutando o clima positivo gerado pelo resgate, Piñera, que faz um giro por capitais europeias, disse que o Chile está triplicando o orçamento dos organismos reguladores do setor mineiro e revendo suas normas.
Empresário bilionário conservador que assumiu a presidência em março, Piñera acompanhou a operação de resgate, que durou 23 horas e na qual os mineiros foram içados para a superfície, um por um, depois de passar dois meses debaixo da terra.
Piñera, e sua esposa, Cecilia Morel, tiveram ontem um encontro privado com a rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham, no centro de Londres. Piñera levou um pedaço de rocha da mina à rainha e ao primeiro-ministro David Cameron. De acordo com um porta-voz, Cameron vai dar a Piñera 33 garrafas de cerveja britânica.

Fênix 2
Os prefeitos das regiões mineradoras do Chile consideram um oportunismo que um município do sul do país, Talcahuano, fique com a famosa cápsula Fénix 2, que resgatou os 33 mineiros na semana passada dos 622 metros de profundidade da mina San José. Os municípios inclusive disseram estar dispostos a pagar pela cápsula, que está exposta em Santiago, capital do país, em frente ao Palácio de La Moneda.
A cápsula Fénix 2 foi construída no arsenal da Marinha do Chile em Talcahuano, no sul do país. Talcahuano fica 1.318 quilômetros ao sul de Copiapó, município onde está a mina San José. Além da 2, usada no resgate, foram construídas mais duas cápsulas, a Fénix 1 e a Fénix 3.
Quase logo após o resgate começou a discussão sobre onde deverá ficar a cápsula, de quase 4 metros de altura e 400 toneladas, pintada de branco, azul e vermelho, as cores da bandeira chilena

Boliviano
O mineiro boliviano Carlos Mamani, único estrangeiro entre os 33 trabalhadores resgatados semana passada da mina San José, disse ontem que voltará a viver em seu país, mas que antes retornará ao Chile para tratar da ação judicial contra a companhia para a qual trabalhava.
O boliviano almoçou ontem com o presidente Evo Morales no palácio do governo, em La Paz, onde chegou na companhia da família. “Vou voltar à Bolívia quando resolver todos os problemas no Chile”, disse após o encontro com o governante.

Leia Também