Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

Chile faz ofensiva para MS utilizar bioceânica

14 OUT 2010Por ADRIANA MOLINA01h:20



Exportar à Ásia com custos reduzidos e menor tempo de entrega. Essa é a proposta do ProChile à Mato Grosso do Sul, apresentada ontem, em Campo Grande, a entidades do setor industrial e empresarial do Estado. A instituição chilena afirma que o Estado economizaria sete mil quilômetros e, pelo menos 5% em frete trocando os portos nacionais, que usam o oceano Atlântico para chegar até o continente asiático, pelo porto de Arica Parinacota, no Chile, que utiliza o oceano Pacífico para o envio de mercadorias.
O gerente geral da Hub Chile, Ivan Godoy, que veio ao Brasil mostrar as potencialidades da rota Bioceânica para Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, explica que, além de reduzir custos, a economia no tempo de entrega ao continente asiático pela rota chilena chegaria a ser de, pelo menos, 14 dias, o que nos dá vantagem em relação a outros estados concorrentes que não têm a mesma opção.
“Isso torna o produto sul-mato-grossense mais barato, de rápida entrega, competitivo no mercado internacional e, de forma crescente, já que quanto maior for a adesão, haverá mais concorrência também entre as empresas de transporte, que consequentemente reduzirão os preços do frete”, afirma.
O porto de Arica tem capacidade de operação de cinco milhões de TEUS (unidade de medida dos containers portuários) por ano, dos quais apenas 2,6 milhões estão sendo utilizados atualmente. De janeiro à setembro deste ano, Mato Grosso do Sul exportou cerca de US$ 832 milhões à Ásia, mercado que representou 37,5% das exportações do Estado no ano, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Poderão ser beneficiados pela troca de rota de exportação em Mato Grosso do Sul, segundo o coordenador do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado, Fábio Fonseca, todos os segmentos que enviam produtos industrializados à Ásia.

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