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'REVOLTA' DOS ALIADOS

Chega a 10 número de ministros chamados

13 MAR 14 - 00h:00g1

Depois de impor uma dura derrota ao governo federal na manhã de ontem (12) com a convocação de quatro ministros e o envio de convites a outros cinco, o bloco de partidos aliados insatisfeitos com o Palácio do Planalto ajudou a aprovar, à tarde, requerimento para chamar ao Legislativo o titular do Esporte, Aldo Rebelo. Ele terá de apresentar à Comissão do Esporte os "planos" e "projetos" da pasta.

Além dos 10 ministros do governo Dilma Rousseff, a presidente da Petrobras, Maria da Graça Foster, também terá de ir à Câmara dar explicações aos parlamentares. A dirigente da maior empresa do país receberá convite da Comissão de Fiscalização e Controle.

Os ministros convocados são Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Aguinaldo Ribeiro (Cidades), Manoel Dias (Trabalho) e Jorge Hage (Controladoria-Geral da União). Por se tratar de convocação, eles serão obrigados a ir à Câmara em data que ainda será agendada.

Já a dirigente da Petrobras e os ministros Aldo Rebelo, Arthur Chioro (Saúde), Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia), Paulo Bernardo (Comunicações), Francisco Teixeira (Integração Nacional) e Moreira Franco (Aviação Civil) não têm obrigação legal de ir ao Legislativo. Nesses sete casos, o PT conseguiu negociar a aprovação de um convite. O prazo regimental para eles irem à Câmara é de até 30 dias.

Também pela manhã, a Comissão de Desenvolvimento, Indústria e Comércio chegou a votar requerimento que previa convite ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), para ele prestar esclarecimentos sobre apagões ocorridos neste ano em diversas unidades da federação.

No entanto, por pressão de deputados do PMDB, o colegiado concordou em transformar o requerimento em um convite para o Ministério de Minas e Energia. Em vez de Lobão, quem vai dar detalhes sobre os apagões será o secretário-executivo da pasta, Márcio Zimermmann.
Rebelião na base

As convocações e convites aos integrantes do governo são mais uma reação do chamado “blocão”, grupo de parlamentares da base aliada insatisfeito com a relação com o Executivo.
Comandadas pelo líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), sete legendas governistas, mais o oposicionista Solidariedade, se uniram para pressionar Dilma a negociar com o parlamento.

Os governistas reclamam do não cumprimento de acordos que previam a liberação de emendas parlamentares, criticam a demora da presidente da República em concluir a reforma ministerial e se dizem excluídos das decisões políticas do Planalto e dos lançamentos de programas federais.

Na terça-feira (11), em meio à crise entre o Planalto e a base aliada na Câmara, a maioria dos integrantes do "blocão" derrotou o governo ao aprovar a criação de uma comissão externa de deputados para investigar as denúncias de corrupção na Petrobras.

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