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Chávez ameaça parar exportação de petróleo para os Estados Unidos

Chávez ameaça parar exportação de petróleo para os Estados Unidos
26/07/2010 07:52 -


Caracas

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou  ontem suspender a exportação de petróleo aos Estados Unidos se a Venezuela for atacada pela Colômbia. Chávez disse, em discurso a milhares de partidários, que se houver “uma agressão armada contra a Venezuela” a partir da Colômbia e apoiada pelos Estados Unidos, “nós suspenderemos as exportações de petróleo”.
Chávez disse que a Venezuela não enviará “nenhuma gota a mais de petróleo” aos Estados Unidos, que é o principal comprador de petróleo da Venezuela. O presidente venezuelano cortou relações diplomáticas com a Colômbia na quinta-feira, após o governo do presidente colombiano Alvaro Uribe, que deixará o cargo no começo de agosto, apresentar fotos, vídeos e mapas do que disse serem acampamentos de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano.
Chávez disse que a acusação colombiana é uma farsa para desacreditar seu governo e afirmou que Uribe pode estar tentando preparar o terreno para um conflito armado. O governo colombiano negou buscar um conflito com a Venezuela. Segundo a Colômbia, o assunto foi levado à Organização dos Estados Americanos (OEA) porque o governo de Chávez não tomou as medidas necessárias contra os acampamentos das guerrilhas.
Chávez disse neste domingo que cancelou uma viagem a Cuba por causa das tensões com a Colômbia. Ele disse num artigo publicado em um jornal, contudo, que irá esperar para ver se o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que tomará posse no começo de agosto, expressará boa vontade para resolver a crise diplomática.
“Nós temos que receber sinais claros e inequívocos de que existe uma verdadeira boa vontade política no novo governo colombiano para tomar novamente o caminho do diálogo, sem ardis”, escreveu Chávez.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".