quinta, 19 de julho de 2018

CUSTO DE VIDA

Cesta básica fica 7,2% mais cara em outubro na Capital

5 NOV 2010Por Edivaldo Bitencourt e Carlos Henrique Braga04h:00

O encarecimento do feijão foi um dos principais fatores para o aumento de 7,2% no valor da cesta básica individual no mês passado em Campo Grande. Ela pulou de R$ 213,41 para R$ 228,84, segundo pesquisa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac). É a maior alta deste ano.

O valor da cesta representou 44,87% do salário mínimo (R$ 510). Nos últimos 12 meses, o aumento acumulado é de 4,12%. Dos 15 produtos que a compõem, 10 apresentaram alta de preços. O atraso na colheita e a longa estiagem, segundo o Governo, foram os responsáveis pelo aumento de 27,13% no custo do quilo do feijão ao consumidor, que superou R$ 5 em outubro nas gondôlas dos supermercados campo-grandenses.

Também tiveram aumento a laranja (13,34%), alface (12,5%), açúcar cristal (5,24%), margarina (5,56%), banana (4,82%), batata (4,39%), tomate (3,82%), carne (3,36%) e óleo de soja (1,53%). As maiores reduções ocorreram nos valores do arroz (-2,27%), macarrão (-1,91%) e leite (-0,55%). O arroz teve retração após subir 3,06% em setembro.

Familiar
Com 44 itens, a cesta básica familiar ficou 3,2% mais cara, passando de R$ 975,24 para R$ 1.007,12. A mandioca, mais difícil de ser encontrada na feira por conta da entressafra, lidera o aumento, com 7,24% de alta, seguida do frango, com 5,2%. A ave sobe na esteira do consumo, que cresceu depois que a carne bovina disparou nos supermercados. Na contramão, alguns produtos apresentaram queda: cebola (-12,3%), cenoura (-1,9%) e farinha de trigo (-0,8%).

No grupo higiene pessoal, 1,22% mais caro, tiveram alta papel higiênico (3,4%), absorvente (2,2%) e sabonete (1,4%); e retração no valor do creme dental (-0,7%).

O setor limpeza doméstica apresentou queda de 0,42%, e inverteu a tendência de alta dos últimos meses. A maior baixa foi do sabão em pó (-2,69%), seguido do produto em barra (-1,54%), e água sanitária (-1,32%). Ao contrário dos que ficaram mais em conta, o preço do detergente subiu 3,26%.

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